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     TEATRO

BBC BRASIL

Broadway apaga luzes em tributo a Arthur Miller

Os teatros da Broadway, em Nova York, apagaram suas luzes na sexta-feira à noite para homenagear o dramaturgo Arthur Miller, que morreu nos Estados Unidos.

A morte de Miller, aos 89 anos, foi anunciada por sua secretária particular, Julia Bolus.

De acordo com ela, o autor faleceu em casa, no Estado de Connecticut, na quinta-feira à noite.

Miller sofria de câncer, pneumonia e problemas cardíacos. Ele era considerado um dos dramaturgos americanos mais notáveis dos últimos 50 anos.

Uma de suas peças mais famosas, Morte de Um Caixeiro Viajante, foi encenada também no Brasil.

O autor de teatro era considerado muito perspicaz ao tomar o pulso dos acontecimentos de seu tempo.


Preocupação

Arthur Miller foi casado com atriz Marilyn Monroe de 1956 a 1961.

Em 1953, no auge da Guerra Fria, ele escreveu uma de suas obras mais famosas, The Crucible (As Bruxas de Salém).

Ela foi escrita em resposta ao senador McCarthy e à cruzada que o Comitê de Atividades Anti-americanas do Congresso realizou contra simpatizantes do comunismo.

Em 2001, Miller se disse preocupado com as medidas de emergência adotadas pelo governo dos Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A legislação adotada previa que os não-americanos acusados de ajudar o que os Estados Unidos consideram "terroristas inimigos do país" poderiam ser julgados em tribunais militares.

Em entrevista exclusiva à BBC na época, Miller disse que temia a erosão dos direitos civis nos Estados Unidos.

O governo americano pode parecer "estar se aproveitando" da situação para aumentar seu poder sobre o indivíduo, disse o dramaturgo.