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     TEATRO

A peça Feminina Lunar leva o universo
poético da mulher ao Centro da Terra


O espetáculo Feminina Lunar - que retrata momentos de vida através do universo interior de uma mulher - estréia no dia 18 de março, sexta feira, no Teatro do Centro da Terra, às 21 horas, em sessão especial para convidados, sob direção de Marcus Vinicius de Arruda Camargo, que também assina o texto. A estréia para o público acontece no dia 19, sábado, às 21 horas. No palco, um elenco de jovens e belas atrizes promete, além de talento, um glamour especial à peça. São elas: Adriana Restle, Carolina Ghirardelli, Carolina Holanda, Carolina Scaff, Gabriela Scarcelli, Luciana Lucca e Patricia Canola, que atuam sob cenário concebido por Kurt Jurgen.

O enredo da peça enfoca uma mulher que há muito tempo vive trancada em sua solidão. Uma mulher que poderia ser várias ao mesmo tempo, pois o seu confinamento acaba gerando muitas vidas. Sua voz pluralizada faz surgir evocações do passado e constatações do presente. "Se acaso um homem batesse à sua porta?" A iminência desse elemento exterior muda sua rotina, mergulhando-a em labirintos dos quais não pode se furtar. Os fragmentos de sua vida se juntam e se soltam: multiplicidade e unidade compõem a tensão dramática crescente. Segundo o diretor, "cada espectador encontrará um ponto de identificação com as impressões e experiências das figuras humanas em cena".

A subjetividade do texto não sugere uma compreensão subjetiva, muito ao contrário. Feminina Lunar expõe a relação do ser humano com o mundo: o amor e a amizade, a manifestação da saudade e da solidão. As sete mulheres - que representam o "eu poético" da mulher - garantem a alternância de pontos de vista e a mulher se mostra ao público pouco a pouco. Sua angustiada expectativa de morte social e seu constante diálogo interior não justificam seus humores nem promove solução a seus conflitos, mas liberta-a para outras possibilidades.

Feminina Lunar tem uma linha interna romântica e poética, mas os textos não obedecem a uma ordem cronológica; são instantes que se fundem e se rompem entre passado, presente e futuro. Essa voz pluralizada pode estar solta na madrugada a espera do amanhã, numa aventura humana carregada de esperanças. O diretor conta que, para quebrar a linearidade da interpretação nesse drama poético, procurou criar uma tensão interna com sensações e significados. Isto se faz através da alternância entre emoção intensa e momentos leves e espontâneos, sempre permitindo às atrizes viverem o texto; não é permitido contá-lo ou declamá-lo. Marcus Vinicius conta que utilizou no teatro sua experiência na direção de atores para cinema: "procuramos uma interpretação sensível e pessoal". Outro ponto que eleva o espetáculo é a grande movimentação de cena que é amparada pelo cenário leve de Kurt Jurgen, constituído por malas de viagens e papéis de carta, sugerindo os signos à espera de significados, os espaços vazios a serem preenchidos pelo que está à volta. Três grandes poetas são reverenciados no texto de Marcus Vinícius. Manuel Bandeira, Hilda Hilst e Adélia Prado têm poemas inseridos na peça.

Com exceção de Gabriela Scarcelli e Carolina Ghirardelli, as outras cinco atrizes - Adriana Restle, Carolina Holanda, Carolina Scaff, Luciana Lucca e Patricia Canola, com experiência em cinema e tv - são estreantes no teatro. A seleção feita por Marcus Vinícius de Arruda Camargo, que é um diretor de atores, teve como diretriz não só o talento, mas também a busca por mulheres com uma forte imagem de beleza. "Para interpretar um texto poético eu queria atrizes que, através da beleza externa, um valor moderno da sociedade, representassem bem a beleza interior da mulher e do próprio ser humano e tive a sorte de reunir um elenco que conciliasse essas características", explica o diretor e completa: "o fato de serem jovens não impede a capacidade de interpretação".



Serviço
Peça: Feminina Lunar

Texto e direção: Marcus Vinicius de Arruda Camargo. Elenco: Adriana Restle, Carolina Ghirardelli, Carolina Holanda, Carolina Scaff, Gabriela Scarcelli, Luciana Lucca e Patricia Canola. Trilha sonora e luz: Marcus Vinícius de A. Camargo. Cenário: Kurt Jurgen - Figurino: do próprio grupo. Estréia p/ convidados: Dia 18 de março - sexta - às 21 horas Estréia p/ o público: Dia 19 de março - sábado às 21 horas .

Local: Teatro do Centro da Terra
Rua Piracuama, 19 - Sumaré/SP - Tel: (11) 3675-1595 - 100 lugares
Ingressos: R$ 15,00 - Duração: 1 hora - Drama - Ind. Idade: 12 anos
Temporada: Sábados (21 horas) e domingos (19 horas) - Até dia 15/05
Acesso para deficientes e bar - Aceita cheque e não aceita cartão - Bilheteira: de 3ª a 5ª (14h30 às 18h30), sex. e sáb. (14h30 às 21h) e dom. (14h30 às 19h). Ingressos por tel: 6846-6000 (Tickemaster).