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     TERCEIRO SETOR

Jornalismo escolar em expansão


Por Mariana Hansen

Uma iniciativa da organização não-governamental cearense Comunicação e Cultura, o Projeto Primeiras Letras, que desde 1995 envolve alunos do ensino fundamental de escolas públicas na produção de jornais, inicia uma nova etapa de expansão nacional. A entidade, que trabalha com quase mil escolas cearenses e já tem parcerias com organizações de Pernambuco e do Pará, pretende levar o projeto para novas regiões do país.

Segundo o coordenador geral da instituição, Daniel Raviolo, essa é, na verdade, uma segunda etapa da disseminação nacional, pois há quase três anos é feito um trabalho com o Centro Nordestino de Animação Popular (Cenap), de Pernambuco, e o Projeto Saúde e Alegria, do Pará. Nesse segundo momento, estão sendo negociadas parcerias nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Piauí e ainda com novas entidades paraenses. “Chegamos a um ponto de amadurecimento, tanto na metodologia quanto na sustentabilidade, que nos dá condições de interagir com ONGs do Brasil todo”, explica Daniel.

A coordenadora do Cenap, Mônica Oliveira, conta que a experiência do Primeiras Letras no estado – onde já atua nos municípios de Olinda, Recife, Paulista e Goiana – tem sido uma importante ferramenta pedagógica, trazendo mudanças positivas no aprendizado da leitura e da escrita. “A expansão do projeto pode fazer a diferença nas políticas públicas de educação de outros municípios, ou melhor, de todo o país”, avalia.

O Projeto Primeiras Letras foi pautado na idéia de universalização e de caráter permanente da ação. No Brasil, existem 179.935 escolas de ensino fundamental e médio, com 39,5 milhões de crianças e adolescentes passando por elas todos os dias, assim como 1,7 milhão de professores e professoras, segundo dados de 2003 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Como se vê, é uma estrutura gigantesca. Mobilizá-la e fortalecê-la, portanto, pode representar uma grande contribuição.

A disseminação do projeto pode se dar de duas maneiras: pela ação direta da Comunicação e Cultura e pela participação de instituições da sociedade civil que tenham interesse em implantar a proposta. Essa participação é formalizada através de um contrato que protege a metodologia e o perfil do projeto, considerado um patrimônio comum de todas as entidades disseminadoras.

Um dos aspectos mais importantes da iniciativa, segundo Raviolo, é sua sustentabilidade. Destaca-se aqui a participação financeira e técnica das secretarias de Educação, condição obrigatória para a execução do projeto. Embora em valores reduzidos, a contribuição das secretarias é considerada vital para a sustentabilidade do Primeiras Letras.

A entidade disseminadora também recebe apoio da Comunicação e Cultura para o custeio de diversos itens do projeto. A estratégia de dividir os custos do projeto entre os vários parceiros (ONGs, escolas, secretarias de Educação e, em alguns casos, a própria comunidade) facilita a continuidade da participação de cada financiador e também diminui o impacto de uma possível saída de algum deles.

As organizações interessadas em participar do processo de disseminação devem ter pelo menos dois anos de funcionamento. Sua participação depende da aprovação das demais entidades que já participam do projeto.


Fonte: www.rits.org.br