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     TERCEIRO SETOR

Academia de Desenvolvimento Social, incuba projetos de grupos juvenis

Por Daniele Próspero

Quem disse que os jovens brasileiros são alienados ou acomodados? O Instituto Academia de Desenvolvimento Social, organização instalada em Recife, Pernambuco, pretende mostrar, por meio do seu trabalho realizado há mais de seis anos, que a história é bem diferente. Por isso, promove o trabalho chamado: "Grupos juvenis que transformam a sociedade, vamos unir forças por esse ideal". A convocação faz parte do Programa Incubadora Social do instituto, que apóia grupos e organizações juvenis que desenvolvem projetos de intervenção social, cultural, ambiental ou política em comunidades da região metropolitana de Recife.

O programa tem a intenção de fortalecer as propostas de trabalho de grupos juvenis já existentes e potencializar a capacidade de liderança e empreendedorismo daqueles que possuem propostas de mudança social. Angélica Rocha, coordenadora do programa, explica que o apoio oferecido varia de acordo com sua maturidade e desenvolvimento. Ela destaca que a incubadora promove uma forma de parceria com grupos juvenis, mas não se trata de um processo formativo ou educativo de jovens enquanto indivíduos.

Durante o período de incubação, os grupos são acompanhados por facilitadores, que junto com os jovens, desenvolvem uma proposta de trabalho. Por isso, o apoio pode se dar por vivências; um sistema de acompanhamento e facilitação, com capacitações em gestão; estímulo à formação de rede; suporte de infra-estrutura de trabalho e até um fundo de apoio à consolidação e autonomia dos grupos. A Incubadora Social trabalha com quatro fases de ação. A primeira tem o objetivo de fortalecer a liderança, reforçando relações e contribuindo para o conhecimento individual e do grupo. Na segunda, a idéia é trabalhar a visão estratégica, fortificando capacidades de gestão e fazendo com que tenham uma postura mais institucional.

A próxima etapa o intuito de trabalhar a capacidade dos grupos em formar parcerias e comunicar sua proposta de forma estratégica, com mais consciência da dimensão da ação. Com isso, começam a dar os primeiros passos para encontrar parceiros que queiram abraçar suas causas. Este acaba sendo para muitos o momento de legalizar a atividade. A última fase busca reforçar ainda mais a institucionalidade, construindo a capacidade de mobilizar recursos junto a fundações, empresas e governo, promovendo reflexões sobre o impacto e sustentabilidade de suas ações, visando políticas públicas.

O programa, criado em 2002, já trabalhou em conjunto com 23 grupos, contando hoje com 11 grupos. De acordo com Angélica Rocha, a idéia de criar o programa veio de encontro à realidade repleta de dificuldades que o próprio instituto encontrou no inicio da sua atuação. "Como éramos todos jovens, as pessoas não acreditavam que chegaríamos a algum lugar. Achavam que era apenas empolgação inicial e que iríamos parar em algum momento. Não conseguíamos financiamento e ficamos muito tempo trabalhando na informalidade. Não tínhamos nem sede. Nos encontrávamos em bibliotecas ou praças", recorda.

Quando eles perceberam que não estavam sozinhos nesta luta, muita coisa mudou. Por isso, atualmente, o instituto busca abrir novos caminhos para as organizações juvenis para que elas possam se estruturar a fim de conquistar seus reais objetivos. Angélica aponta entre as dificuldades encontradas por estes jovens o pouco tempo disponível para dedicação à causa, pois precisam trabalhar e acabam realizando ações somente como voluntários e nos tempos livres. Um dos grupos parceiros do instituto, por exemplo, que trabalha com a questão da sexualidade, só consegue distribuir camisinhas pela comunidade de madrugada.

Mas, apesar desses obstáculos, a coordenadora do programa, afirma que os grupos têm muito potencial e desenvolvem ações representativas em suas comunidades. Angélica Rocha cita um trabalho realizado por jovens que resolveram mobilizar a comunidade local, em espcial as mulheres, para a produção de artesanato em uma cooperativa com a proposta de gerar renda para estas famílias. "São ações realizadas por jovens de uma média de idade de 20 anos junto à uma comunidade com valores superconservadores, em que as mulheres não podiam trabalhar. Imagina que eles viraram o local de ponta cabeça", diverte-se a coordenadora.

Muitos parceiros do instituto já trabalham também para fortalecer outros grupos, o que gera um efeito multiplicador de conhecimentos. As temáticas trabalhadas são as mais diferentes, como violência sexual e doméstica, combate a pobreza, cultura, comunicação, geração de renda, direitos humanos, entre outros. Essa diversidade, na opinião de Angélica, mostra o quanto a juventude está disposta a provocar mudanças para a transformação da sociedade. "Eles têm um desejo muito forte de realizar um trabalho que provoque impactos em suas realidades. Os grupos criam mecanismos importantes de educação não formal", comenta.


Comunicação a serviço do Movimento Juvenil

Para ampliar ainda mais o contato e troca de experiências entre estes grupos, oferecer mais visibilidade e apoiar o movimento juvenil no país, o instituto lançou em dezembro de 2004 o novo site Movimento Juvenil (www.movimentojuvenil.org.br). A proposta do veículo, segundo Ana Paula Lucena, coordenadora do Núcleo de Comunicação, é ajudar na mudança da visão da sociedade sobre os jovens e mostrar a importância deles como atores de transformação social. "Afinal, os jovens estão sim preocupados com questões como política, economia e meio ambiente, e não somente com sexo e rock n´roll, como muitos pensam", comenta. A Academia busca um movimento juvenil mais participativo e articulado que possa contribuir com o desenvolvimento social.

Ana Paula destaca que a idéia é transformar o site num espaço para que os grupos possam mostrar o que pensam e o que realizam nas comunidades, além de aproximá-los a fim de que possam vir a desenvolver ações em conjunto, despertando até mesmo o interesse de outros jovens pela causa. "Percebemos que, até então, não havia um espaço para que a juventude pudesse discutir as suas inquietações e nem com este enfoque na ação mesmo que eles desenvolvem", aponta a coordenadora de Comunicação.

Para isso, o site conta com diversas seções e serviços, como o "Clipping Juventude", que é um informativo eletrônico semanal com assuntos sobre a juventude e as ações que vêm sendo empreendidas pelos jovens das comunidades de todo o país. O internauta pode se cadastrar e passar a receber o informativo por e-mail. Já a seção Políticas Públicas de Juventude oferece dicas e links para outros informativos sobre a temática, como o "Falando em Política" (www.interagir.org.br/politica), produzido pelo Grupo Interagir com o apoio da Fundação Friedrich Ebert e de organizações parceiras como a Academia de Desenvolvimento Social.

Nesta seção, é possível encontrar também a relação de órgãos públicos de juventude porEestado, desde secretarias, assessorias, coordenadorias e conselhos, além de um espaço com textos de referência, reflexões e contextos sobre o assunto no país e no mundo. Já na seção "Acervo", o internauta pode pesquisar conteúdos relacionados sobre protagonismo juvenil, empreendedorismo, gestão social, políticas públicas em livros, artigos, revistas e jornais. Os interessados têm a oportunidade de contribuir com o acervo enviando suas dicas de títulos.

O site conta ainda com a seção "Articulação Juvenil", que reúne informações sobre eventos, além de dicas de espaços onde a juventude se encontra para dialogar e trocar experiências, como o Centro de Referência da Juventude de Diadema (SP), e dados sobre as principais redes juvenis nacionais e internacionais, como a "Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (REJUMA)", formada a partir da mobilização dos Conselhos Jovens Estaduais, ou ainda o Fórum das Juventudes de Recife (PE). A seção "Iniciativa Jovem" reúne uma relação de grupos juvenis, o que eles fazem, como atuam e seus objetivos. Já a "Apoio ao Movimento Juvenil", traz, no Fique Ligado, entidades que apóiam as ações juvenis, além de grupos que fortalecem o movimento.



Serviço

Para participar do Programa Incubadora Social, os grupos devem ter integrantes com idade entre 18 e 30 anos, atuarem na Região Metropolitana do Recife e desenvolverem ações de transformação social na sua comunidade. A proposta pode ser entregue por e-mail (incubadora@academiasocial.org.br); pelo site www.movimentojuvenil.org.br ou na própria sede da Academia.


A proposta a ser encaminhada pelos grupos deve seguir o modelo:

1. Qual o nome do grupo: Por que ele tem esse nome, e não outro;
2. Qual a história do grupo, qual a sua trajetória, quais suas ações;
3. Quem são os integrantes do grupo e como eles passaram a fazer parte do grupo;
4. Quais são os problemas que mais inquietam o grupo e que motivam a sua ação;
5. O grupo já pensou o que estará fazendo daqui a cinco anos. E daqui a dez;
6. E os integrantes do grupo já pensaram o que estarão fazendo daqui a cinco anos. E daqui a dez;
7. Por que o grupo decidiu enviar proposta de parceria para o Programa Incubadora Social;
8. O grupo, ou seus integrantes, já participou de algum projeto de outra ONG;
9. Quais os meios de contato do grupo (Nome / Endereço / Cidade / Estado / E-mail / Telefone).

Academia de Desenvolvimento Social
Endereço: Rua Marquês Amorim, nº 114, Boa Vista, Recife/PE - CEP 50070-330
Telefone : (81) 3423 4102
Site: www.movimentojuvenil.org.br



Fonte:www.setor3.com.br