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     TERCEIRO SETOR
Fórum Social Mundial terá tradução voluntária

A aglutinação dos profissionais está sendo articulada pela Babels, uma rede internacional de intérpretes e tradutores voltada aos fóruns sociais. Atualmente integram esta rede cerca de seis mil voluntários em todo o mundo que se colocam como atores no debate anticapitalista. “Todos os interessados em colaborar, orientados pelos princípios do fórum, são muito bem-vindos. Somos atores políticos do Fórum, e não prestadores de serviços gratuitos”, ressalta Bettina Becker, que atua como facilitadora deste processo.

O Comitê Organizador Brasileiro está convidando os interessados em agregar-se ao sistema de tradução do Fórum a se inscreverem no site da Babels (www. babels.org/registration). A Babels realiza sua organização de trabalho congregando desde profissionais com larga experiência em tradução e interpretação como aqueles que tenham experiência ocasional na função ou mesmo os que, não tendo experiências profissionais como tradutores, dominem pelo menos um outro idioma e estejam interessados no processo como ativismo político.

A rede Babels já atuou em diversas atividades com tradução totalmente voluntária, como a terceira reunião da Assembléia de preparação do Fórum Europeu de Gênova (julho 2003-Gênova/Itália), com mais de 300 tradutores; II Fórum Social Europeu (novembro 2003- Paris/França), com mais de mil voluntários; Fórum Social Mundial 2004 (Mumbai/Índia), com cerca de 200 profissionais; e no Fórum Social das Américas (julho – Equador/Quito).


O direito à expressão no seu idioma

A rede Babels propõe para esta edição a possibilidade de tradução em até 15 idiomas. Além das línguas coloniais nas quais tradicionalmente se oferece tradução nos fóruns - inglês, espanhol, português, francês, alemão, italiano -, outras serão incluídas de acordo com a disponibilidade de tradutores voluntários, a demanda do Comitê Organizador, buscando atender e representar línguas de todos os continentes.

Na projeção inicial da Babels, os participantes do Oriente Médio terão tradução do árabe e hebraico; a África, com pelo menos uma língua do este e outra do oeste do continente; a Ásia, provavelmente com japonês, coreano e hindi - uma das línguas oficiais da Índia; para a América, estão previstas traduções para línguas indígenas (quechua, aimara ou guarani).

“Esta rede internacional coloca suas habilidades à serviço dos movimentos e organizações que aderem à Carta de Princípios dos Fóruns Sociais, permitindo que suas análises e experiências sejam compartilhadas com um maior número de pessoas que falam outros idiomas em todo o mundo”, relata Bettina. Ela lembra que o maior número de línguas possibilita também que o número de países e delegações participantes possa ser maior por terem a garantia de compreensão dos conteúdos nas atividades.

Assegurar a diversidade de idiomas garante um dos direitos humanos fundamentais que é o de se comunicar, destaca a tradutora. “Cada um tem um jeito peculiar de se expressar na sua própria língua. A possibilidade de fazer isso no seu próprio idioma garante que a mensagem é aquela que ela quer passar, com todos os seus componentes culturais”, acrescenta.

A Babels se baseia em princípios como o do direito de cada indivíduo em se expressar em sua própria língua e em contribuir no debate do papel das línguas nos mecanismos de dominação cultural e na circulação das idéias entre os movimentos sociais.

Informações no site www.babels.org, ou pelo e-mail poa2005@babels.org. Escritório do Fórum Social Mundial em Porto Alegre – (51) 3227.8622, site: www.forumsocialmundial.org.br


Fonte: www.cidadania.org.br