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     TERCEIRO SETOR

Unicsul oferece consultoria gratuita para organizações sociais; as inscrições estão abertas

O programa "Universidade em Ação", da Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL), abriu processo de seleção para organizações não-governamentais que desejem receber consultoria gratuita, principalmente na questão da gestão administrativa, como trâmites operacionais e controle financeiro. A atividade é realizada pelos alunos dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Turismo, nos campi Anália Franco, Liberdade, e São Miguel sob a orientação de professores.

Este é o 5º ano de atuação do programa, mas, desde 2004, ele foi reformulado e ganhou novos rumos. O "Universidade em Ação" vem de encontro à disciplina "Orientação Profissional e Mercado de Trabalho" oferecida pela UNICSUL em todos os cursos, que busca mostrar a evolução do homem em relação ao mundo do trabalho e o ingresso no mercado e as possíveis áreas de atuação profissional. Nesta disciplina, um módulo trabalha justamente com os profissionais socialmente responsáveis e o papel deles na sociedade e também dentro de entidades do terceiro setor.

De acordo com Regina Tavares de Menezes, coordenadora do programa, foi possível unir tanto a preparação dos alunos para este nicho de mercado que vem crescendo gradualmente no país, como trabalhar a formação cidadã dos futuros profissionais, conscientizando e sensibilizando-os sobre as questões sociais. "Isso desperta neles a aspiração de trabalhar, no futuro, também com o terceiro setor. E mesmo que venham a atuar no setor empresarial, que eles possam ser profissionais que consigam mostrar em suas empresas como elas devem dialogar com seus funcionários, clientes, fornecedores e a comunidade local", comenta.

O programa comporta, portanto, diversas etapas. Num primeiro momento, em sala de aula, os alunos recebem essa formação e orientação e, depois, passam a atuar em grupos de até 15 pessoas nas entidades. As organizações são escolhidas a partir de uma seleção feita pela coordenação do programa a partir de um cadastro que todas podem acessar (ver serviço abaixo), seguindo alguns critérios como seriedade do trabalho, histórico das ações, legitimidade da organização, atendimento a uma demanda de carência social, entre outros. Mesmo as comunidades que não tenham suas associações ou representações legalizadas oficialmente, mas que demonstrem o comprometimento dos projetos, também são selecionadas.

Durante mais de seis meses, os alunos acompanham de perto todos os processos das organizações e elaboram um plano de negócios e ajudam a entidade a traçar possíveis áreas de atuação, além do desenvolvimento de formas de captação de recursos e otimização dos recursos existentes. Todas as atividades são acompanhadas pelos professores, que promovem discussões a respeito das ações, além de uma orientação adequada. A idéia, segundo a coordenadora do programa, é que os alunos consigam despertar nas entidades esse interesse pela gestão. "As organizações apresentam ainda muitas dificuldades em relação à gestão, apesar de isso ser essencial para o seu desenvolvimento. As entidades sempre foram amadoras nestas questões, contando apenas com os profissionais de boa-vontade, mas não necessariamente capacitados na área administrativa", comenta Regina.

"Hoje, elas precisam não somente dos voluntários, mas de pessoas preparadas para atuar em gestão", aponta a coordenadora, destacando algumas defasagens nas ações das entidades até então, como a falta de conhecimento na produção de um sistema de contas a pagar, a criação de um material de divulgação ou o desenvolvimento de uma área de telemarketing interno, diminuindo os custos com serviços terceirizados.

Em 2004, 600 alunos participaram do programa beneficiando 30 organizações. Eles puderam desenvolver projetos em entidades com diversas atuações, como associações de amparo a crianças com câncer, alcoólicos anônimos, organizações de atendimento à pessoas portadores de deficiência, entidades de alfabetização, asilos, creches. As ações foram distintas e visaram atender às demandas das ONGs participantes. Um dos projetos desenvolvidos pelos alunos, por exemplo, junto a uma entidade de alfabetização de jovens e adultos foi a elaboração de um programa em computador para o cadastro dos estudantes, já que esta atividade era feita ainda de forma manual, mesmo a entidade contando com computador. Além disso, foi desenvolvido um curso de informática para que a comunidade aprendesse a trabalhar com o programa e outras ferramentas de informática.

Outra ação foi desenvolvida junto a uma associação de alcoólicos anônimos. Apesar da entidade contar com toda a infra-estrutura necessária para as suas atividades, os voluntários estavam insatisfeitos, pois desejavam criar coisas novas. Surgiu então a proposta de montar um grupo de teatro. Os alunos auxiliaram a gerir este processo, produzindo os materiais de divulgação, um mailling para selecionar voluntários de artes cênicas, lista de contatos de possíveis locais para apresentações.

Alexsandro Trajano Pinto, 18 anos, estudante do curso de Administração, participou das atividades em 2004, coordenando um grupo de 20 alunos. Durante seis meses, eles acompanharam a organização Creche Nossas Crianças, na zona Leste de São Paulo. No primeiro diagnóstico, eles perceberam que o principal problema da entidade era financeiro. O grupo então desenvolveu um plano com o objetivo de buscar parceiros, além de organizar toda a parte administrativa. Com essa participação, Alexsandro garante que todos puderam ampliar a visão do que é administrar uma organização do Terceiro Setor. "Antes não tínhamos noção dessa realidade. O projeto abriu os nossos olhos. Todo mundo quis realmente trabalhar juntos para poder ajudar a creche", conta.

"Mesmo ações mais simples, como a produção de um site, por si só não bastam. Queremos que além disso, os alunos pensem, por exemplo, em oferecer ou buscar formas de desenvolver um curso de capacitação da comunidade para gerir aquele site. São ações que precisam ser mais do que assistencialistas. Além disso, trabalhamos muito a questão da missão, visão e filosofia das entidades. Caso isso não tenha sido bem definido, os alunos devem desenvolver", comenta Regina Tavares.

Ela acredita que, com essa postura, os resultados serão muito mais positivos tanto para as entidades quanto para os alunos. "Você vê que eles aprendem muito nesse processo. É o desenvolvimento deles como pessoas. Percebemos que o olhar dos alunos mudou, agora são muito mais responsáveis, sérios e sensibilizados". E foi isso que Evelyn Torres de Sá, 18 anos, aluna do curso de Administração, percebeu depois de participar das atividades do projeto junto ao orfanato Associação do Menor Abandonado. Ela conta que a experiência foi algo inovador para ela, já que nunca havia atuado no terceiro setor. "Você vê de perto como a sua profissão pode ajudar", comenta.

Muitos alunos passam ainda a atuar como voluntários nas entidades e mesmo como funcionários, a fim de desenvolver projetos mais audaciosos. Os alunos se mobilizam ainda na organização de campanhas, como a de agasalho no inverno, ou trotes sociais no inicio dos semestres para colaborar com as entidades. Para dar um incentivo aos estudantes, no final do ano a Unicsul premia os três melhores projetos de cada curso.



Serviço

As organizações interessadas em participar do programa precisam ter sede e atuação na cidade de São Paulo. É necessário encaminhar um e-mail, até o dia 30 de maio, para: regina.menezes@unicsul.br. A mensagem deverá conter as seguintes informações: nome da instituição, endereço completo, breve histórico e missão, assim como nome, telefone e e-mail do responsável pela organização. Todas as entidades cadastradas passarão por uma pré-seleção



Fonte:www.setor3.com.br