Paulo Pepe



" Se fores na minha casa tem capim pro seu cavalo.
Se fores um filósofo, mando fotografá-lo
Se fores um fotógrafo, mando filosofá-lo"
Zé Limeira, poeta popular

Comecei a fotografar cedo. Primeiras horas da minha manhã. Aos 14 anos fui trabalhar em um laboratório fotográfico preto e branco de uma loja em Rio Claro, S.P., minha cidade natal. Primeira grande mudança na minha vida.

Rápidinho estava fotografando de tudo: casamentos, 3X4, still, produtos para catálogos, festa de debutantes, moda. Uma tremenda escola. Aos 18, caminhando para os 19, fui contratado para trabalhar em um jornal diário. Segunda grande mudança na minha vida.

Já gostava de ver fotos dos grandes fotojornalistas do Brasil e do mundo, estar dentro de uma redação foi uma cachacinha que tomei e nunca mais parei. Mudei-me para São Paulo, li, aprendi, conheci gente. Entrei em contato com um mercado editorial segmentado variadíssimo, apesar dos planos econômicos todos. Trabalhei em pequenas e dinâmicas redações, com total liberdade criativa, me vi como um agente de fato dentro da comunicação, dando significado para meu trabalho. Fotografia é expressão. Terceira grande mudança na minha vida.

Continuo fotografando para publicações segmentadas e também para produtos do mundo corporativo. Tenho livros de literatura com fotos minhas, livro de fotografia com outros companheiros fotógrafos. Tive a sorte de publicar em outros países. Continuo lendo, aprendendo, conhecendo gente. Tenho projetos fotográficos documentais e outros mais conceituais, como esse que aqui apresentarei. A bem da verdade quero apresentar os outros aqui também, quem sabe?

Tenho 39 anos, uma mulher e uma filha que me inspiram.

Como diz o Livro da Sabedoria: Se podes olhar, vê, se podes ver, repara.

Paulo Pepe