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     MÚSICA

Semana Zulu 2005


Por Susana Sarmiento

Semana Zulu 2005 terá autoridades e personalidades do hip-hop em Diadema e São Paulo

Hip-hop, juventude e identidade. Este é o tema da terceira edição da Semana Zulu, um evento multimídia caracterizado pela discussão do movimento hip-hop que acontecerá em vários pontos do município de Diadema (SP) e São Paulo. "Esta semana promete um intercâmbio cultural e social, pois teremos atividades diárias e atos públicos para reafirmar a atitude hip-hop e cobrar políticas públicas do governo de Diadema", afirma Rogério Dias da Silva, conhecido como Dj Érry-G.

De sete a 12 de novembro haverá palestras, workshops, exibição de vídeos com debates, exposições interativas, troca de experiências entre artistas nacionais e internacionais. O evento ainda contará com a presença de um grupo do hip-hop alemão formado por cinco pessoas com os quatros elementos básico desta cultura: dança de rua, graffitti, o rap e discotecagem.

A Zulu Nation Brasil é uma organização da sociedade civil de interesse público voltada para a inclusão, elevação da auto-estima e construção da identidade de jovens de periferia, principalmente da Grande São Paulo. Também realiza atividades em parceria com segmentos governamentais, não-governamentais e privados para lutar na eliminação da exclusão social dos direitos de cidadania da população negra e de baixa renda.

A organização é inspirada na Zulu Nation Universal, dos Estados Unidos, que ficou conhecido por formar jovens nas questões de meio ambiente. Desde 1992, a entidade desenvolve o projeto "Rap...ensando a educação", realizado na capital, na qual seus membros usam o hip-hop, como instrumento para a inclusão de jovens da periferia, e o processo de conhecimento da arte, cultura, cidadania, participação e transformação social e política.

A partir deste projeto, a Zulu ofereceu ainda oficinas culturais das linguagens do movimento do hip-hop e a montagem do espetáculo teatral "Se liga mano-Foi assim mesmo que esses meninos e meninas redescobriram o Brasil", que envolveu 67 jovens de Diadema e região sul da capital paulista.

Através da cultura deste movimento, a entidade orienta os jovens sobre violência, drogas, a discriminação racial e social, a gravidez na adolescência, as doenças sexualmente transmissíveis (DST/Aids), a desigualdade de gênero e outros pontos relevantes.

De acordo com Érry-G, os defensores do movimento do hip-hop não são mais jovens, mas pais de famílias que já precisam de transporte, cultura, educação, cidadania e postos de trabalho em sua comunidade. "As pessoas do movimento ainda não se atentaram para sua força de mobilização para utilizarem a linguagem do hip-hop para cobrarem das autoridades políticas de Diadema e até do governo federal, como fazem o MST e outros. Falta união e uma articulação para uma reivindicação artística e política", defende.

O movimento do hip-hop está dividido em duas linhas: o comercial e a alternativa. A primeira canta o rap com interesse de vender, enquanto a outra preocupa-se com o questionamento e possui um olhar coletivo quando fala dos problemas de sua comunidade. Esta última caracteriza-se também como de resistência. "Não dá para continuar dizendo que eles são nossos irmãos. Ou é do hip-hop ou é apenas do rap. Geralmente todos falam estarem do mesmo lado, mas quando a coisa aperta e precisamos do hip-hop para reivindicar nossas necessidades sociais e econômicas, todos caem fora. Se a pessoas do segmento comercial acreditam no movimento, nós queremos todos para nos ajudar a mudar a situação de nossas comunidades", ressalta o Dj.


Informações
Zulu Nation Brasil
Tel. (11) 4056-6154
e-mail: zulunationbrasil@terra.com.br


Fonte: "a href="http://www.setor3.com.br" class="aa">Setor 3