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     CINEMA

Mostra amplia programação e exibe o que vai ser o cinema de 2006

A programação da 9ª Mostra de Cinema de Tiradentes vai apresentar ao público o que vai ser o cinema de 2006 em longa, curta e vídeo em 47 sessões, amplia sua programação e reflete o belo momento do audiovisual brasileiro. “A pluralidade de linguagens e temáticas e a diversidade regional determinam a tonalidade da programação”, afirma Raquel Hallak, coordenadora da Mostra.

A Mostra irá exibir um número recorde de produções, com 173 trabalhos, entre os dias 20 e 28 de janeiro, divididos em 24 longas-metragens, 60 curtas-metragens e 89 vídeos. A curadoria de longas-metragens ficou por conta de Francesca Azzi, quem assina a curadoria de curtas-metragens é Daniela Azzi e a de vídeos é dividida entre Roberto Moreira (ficções) e Claudia Mesquita (documentários). A organização da Mostra recebeu mais de 500 inscrições de obras de todo Brasil.

Este ano, a programação traz novidades importantes, as sessões de vídeos foram transferidas do Centro Cultural Yves Alves, local tradicional das exibições do formato, para o Cine Tenda – ampliando em sete vezes a capacidade da platéia.A mudança é resultado da demanda de público, que se tornou grande para os 150 lugares do Centro, e pela ampliação da grade de programação de vídeos, de uma média de 40 vídeos para 89 trabalhos nesta edição.

A programação de longas-metragens também tem uma grande novidade este ano, sete filmes da programação terão uma apresentação e um debate no dia seguinte, conduzidos por um crítico convidado pela Mostra, como parte da idéia central desta edição. Sob o tema “Livre Pensar”, a 9ª Mostra de Cinema de Tiradentes busca provocar a reflexão em torno do papel da crítica e da importância desta reflexão teórica sobre o nosso audiovisual.


Longas-metragens

A programação de longas-metragens será toda distribuída dentro de uma grade única, “Livre Pensar”, no intuito de provocar a reflexão sobre os conceitos e linguagens que determinam cada filme, deixando para a crítica e para o público este papel.

Como em todas as edições anteriores da Mostra, os longas-metragens da programação são inéditos no circuito comercial. Este ano, o público poderá conferir o melhor da novíssima safra do nosso cinema, com alguns filmes já consagrados antes da sua estréia no mercado, ao lado de pré-estréias que terão na Mostra a sua primeira exibição. Esta edição traz muitos filmes de diretores iniciantes que se somam a trabalhos de diretores consagrados, como Ruy Guerra, homenageado do Mostra.

A programação de longas traz destaques como “Eu me lembro”, do diretor baiano Edgard Navarro, grande vencedor do último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, levando sete troféus, entre eles, melhor filme, melhor diretor , melhor roteiro e melhor longa segundo a crítica. O filme é um relicário de memórias do diretor, que tem como pano de fundo o Brasil da década de 40 até os anos 70.

Irá exibir os filmes “A concepção”, de José Eduardo Belmonte, e “Os incuráveis”, de Gustavo Acioli, ambos também exibidos na mostra competitiva do último Festival de Brasília. “A concepção” é uma viagem existencial provocada por experiências alucinógenas, que buscam a negação do eu, entre um grupo de jovens. “Os incuráveis” é a adaptação da peça “A dama da lapa”, dirigido e roteirizado por Acioli. O filme fala sobre um casal que vive uma noite reveladora em uma boate da Lapa, zona boêmia do Rio de Janeiro.

A Mostra exibe também “Crime Delicado”, o mais novo longa do diretor paulista Beto Brant. O filme é uma belíssima sucessão de quadros fixos, que dialoga com as artes plásticas e o teatro. “Crime Delicado” deu o prêmio de melhor diretor a Beto Brant no último Festival do Rio.


Pré- estréias

A Mostra irá exibir em primeira mão, o aguardado documentário “Serras da Desordem”, de Andréa Tonacci. O filme reconstrói a história do índio Carapiru, remanescente da tribo dos Guajá, que atravessa o Brasil central em uma caminhada de mais de dois mil kilômetros. O filme trabalha com os personagens verdadeiros da história original.

Tonacci é um dos mais interessantes realizadores de documentários no Brasil, vindo da tradição do cinema experimental na década de 60, quando realizou “Bang Bang”, um dos melhores trabalhos da época, Tonacci encontrou no documentário etnográfico o caminho para a realização de belos filmes. Tonacci foi pioneiro na introdução do vídeo no Brasil como registro documental.

O diretor escolheu a ostra como palco para a primeira exibição do seu longa, realizado depois de um longo hiato sem filmar (mais de duas décadas). Além de diretor, Tonacci também é diretor de arte de filmes importantíssimos, como “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla.

Outra pré-estréia da programação é o longa “Mulheres do Brasil”, de Malu de Martino. O filme é uma ficção narrada em episódios, que conta a história de mulheres de classes sociais e regiões diferentes do país.

A programação exibe ainda as experiências poético documentais, “Aboio”, da mineira Marília Rocha, e “Morro da Conceição”, da carioca Cristiana Grumbach.

A Mostra exibe também, entre outros trabalhos, o aguardado “A máquina”, estréia nos longas-metragens do diretor João Falcão.


Curtas-metragens

A Mostra irá dedicar dois dias da programação à produção recente de curtas-metragens realizada no país. Segundo a curadora do formato Daniela Azzi, “ é um tempo reservado para o público refletir e sentir sobre o que vê e para os diretores pensarem sobre a arte do seu ofício”, reflete.

A programação abre com um desafio para o público, com a série “Curta a experiência”, que reúne os trabalhos que dialogam com o experimentalismo e a quebra da narrativa linear. O Cine Tenda exibe no dia 23/01, a partir das 20 horas, filmes como “Dormente”, de Joel Pizzini. O diretor vem conduzindo o seu cinema pelo caminho da poesia e do experimentalismo. Em “Dormente”, ele levou para o cinema uma vídeo instalação realizada inicialmente para a Bienal de São Paulo, na qual ele retrata a projeção de uma luz conduzida por um trem, sobre a cidade de São Paulo. Destaque para a belíssima trilha canção original de Itamar Assunção. Nesta mesma sessão serão exibidos, entre outros filmes, dois trabalhos realizados pelos herdeiros diretos da sensibilidade de Glauber Rocha, “Medula”, de Eryk Rocha e Tunga e “Dramática”, de Ava Gaitán Rocha. (Eryk e Ava são filhos de Glauber)

Na seqüência o público confere no Cine Praça a série Plus Ultra, que tem como mote a diversidade da produção, com filmes bastante heterogêneos. Nesta série serão exibidos filmes como “Nascente”, do mineiro Helvécio Marins Jr., “Início do Fim”, de Gustavo Spolidoro e o belíssimo “Vermelho rubro do céu da boca”, de Sofia Federico, entre outros.

A noite de curtas do dia 23/01 se encerra no Cine Tenda, com a série “História pessoal e intransferível”, que tem em seu foco as diversas nuances das relações amorosas. A série exibe filmes como “Quem você mais deseja”, de André Sturm e Silvia Rocha Campos, vencedor do premio de melhor roteiro no último Festival de Brasília, “O meio do mundo”, do paraibano Marcus Villar, que ficou com o candango de fotografia em Brasília, e “Pobres diabos no paraíso”, de Fernando Coimbra.

No dia seguinte (24/01) a programação de curtas exibe a série “Feito em Pernambuco”, que destaca a vitalidade da produção daquele estado, com filmes consagrados como “Entre paredes”, de Eric Laurence, que levou os principais prêmios da categoria no último Festival de Gramado, e “Rapsódia para um homem comum”, de Camilo Cavalcanti, que ficou com o prêmio de melhor direção e ator para Cláudio Jaborandy no Festival de Brasília em 2005.

Na série Cultura Brasileira. Doc, o foco são os documentários que refletem a nossa cultura, destaque para “Rap canto da Ceilândia”, de Ardiley Queiroz, que se consagrou como melhor filme no último Festival de Brasília.

A programação de curtas se encerra no Cine Tenda, às 23 horas, com a série “Vivendo no limite”, com filmes que retratam situações limite em vários contextos. A série traz filmes como “Red”, de Flávio Frederico. O filme da uma nova e inusitada versão para a fábula Chapeuzinho Vermelho.


Vídeos

A programação de vídeos desta edição da Mostra ganhou um espaço merecido, depois de oito edições de sessões super lotadas no Centro Cultural Yves Alves, a grade de vídeos foi ampliada em mais do seu dobro, abrindo um espaço significativo para os médias-metragens formato predominante entre os documentários. Este ano, a curadoria de Roberto Moreira ganhou uma nova parceira, a parte documental dos vídeos ficou sob o encargo de Claudia Mesquita.

Foram ao todo cerca de 370 trabalhos inscritos, deste total foram selecionados 89 vídeos entre ficções, animações, vídeos experimentais e documentários. Segundo Roberto Moreira, “esta programação enfatiza a grande pluralidade da forma de expressão, desde clássicos a experiências radicais”, diz. Roberto também chama a atenção para a presença da produção regional, fortalecida pelas leis locais de incentivo, passando pelos programas de fomento criados pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, como o DOC.TV e o Revelando os Brasis. “Isto vai mudando a cara da produção de vídeos de Tiradentes. Hoje se pensa o formato como forma de expressão, e não apenas um exercício de linguagem”, completa Roberto.

Este ano a exibição de vídeos será no Cine-Tenda – 700 lugares, com sessões diárias às 16h - reservada para os documentários e às 17h30 a programação será dividida em “Animações” e “Ficções”, que se dividem em dois programas, “Trans”, que traz experimentações livres e provocações sensoriais, dialogando com formatos como o vídeo-clipe, “Experimentais”, que exibe trabalhos de vídeo-arte e experimentações de linguagem e “Documentários”, que exibe uma rica programação do gênero em sessões diárias. A mostra de vídeos exibe ainda 11 filmes das oficinas Kinofórum e 04 produções do projeto Revelando os Brasis.


9ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES-MG
20 a 28 de janeiro de 2006

Realização: Universo Produção
Patrocínio: Petrobras, Telemar, Eletrobrás e Cemig/Secretaria de Estado da Cultura de MG, através das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura

Assessoria de Imprensa: Sinal de Fumaça – A comunicação original
Fone: (31) 3282 2366 / E-mail: imprensa@universoproducao.com.br
Sérgio Stockler (31) 9143-1001, Ariane Lemos (31) 9751- 0445 e Carla Maia (31) 9801-0609


Fonte www.universoproducao.com.br