:: institucional           :: projetos           :: serviços           :: sala de imprensa          :: parcerias          :: loja          :: contato     

CANAIS WOOZ

artigos
agenda cultural
artes visuais
cultura
cinema
dança
entrevistas
fotografia
internet
literatura
música
teatro
terceiro setor


Alberto Cataldi
Fernando Fogliano
Roseli Pereira
Valmir Junior



clique aqui e faça um cadastro para receber informações Wooz
     FOTOGRAFIA

Expo revela valor da fotografia
(23-09-2004)

Cerca de cem fotografias do acervo da Biblioteca Nacional da Venezuela, expostas na cidade de Sevilha, revelam o seu valor documental e antropológico e a perícia técnica dos fotógrafos ibero-americanos do século XIX.

As fotografias da exposição, organizada pela Universidade Internacional de Andaluzia, fazem parte do acervo iconográfico mais importante da Ibero-América, com mais de quatro milhões de imagens.

Deste património, pouco mais de oito mil pertencem à colecção de fotografia histórica, que abrange a segunda metade do século XIX até os primeiros anos do século passado e que, pela sua importância, foi declarada pela Unesco, em 1997, Memória do Mundo e Património Documental da Humanidade.

Entre os autores contemplados nesta exposição, encontram-se Charles Deforest Fredricks, um dos maiores retratistas do século XIX; Augusto Stal, fotógrafo imperial alemão que, fascinado pela cidade do Rio de Janeiro, deixou seu país; e Eadweard Muybridge, um dos pioneiros da captação fotográfica em movimento, na pré-história do cinematógrafo.

Apesar de seu valor testemunhal e artístico, a obra destes fotógrafos é pouco conhecida e não costuma estar presente nos anais da fotografia. Por isso, a exposição tem como título esta frase: "A história não contada".

Fotógrafos como Marc Ferrer no Brasil, Benito Panunzi na Argentina, Eugenio Courret no Peru e Luis Felipe Toro na Venezuela, desenvolveram tendências pioneiras e contribuições valiosas para a fotografia, como os trabalhos antropológico sobre etnias e culturas rurais. Esta técnica, desenvolvida décadas mais tarde noutros lugares do mundo, chamou-se "antropologia visual”.

A secção da exposição agrupada sob o título "O Retrato" conta com fotos de carácter antropológico. Outras são curiosas como a fotografia intitulada "Assassinos presos na prisão pública de Montevidéu", de 1877, que reúne 39 homicidas.

Os retratos mostram, entre outros, um menino indígena vestido com farrapos (em Lima, 1863), e o indubitável ar aristocrático de Dona Zoila Martínez de Castro, esposa do último caudilho venezuelano do século XIX e que posa como uma rainha, usando uma capa, sentada em uma poltrona que não deve nada a um trono europeu.

Também há chefes indígenas do Amazonas, retratados em 1870, com suas plumas e pinturas de guerra, e grupos de índios junto a suas tendas, na Argentina e no Chile, nesse mesmo ano.

A secção intitulada "A Paisagem" não se limita à estonteante natureza das selvas e das cordilheiras americanas, mas também inclui panorâmicas, muitas inéditas, das grandes cidades da época, como a que mostra a Casa do Governo de Buenos Aires em 1865, ou as ruas de Pernambuco em 1860.

A secção "O Progresso ou sua ilusão" reúne fotografias que dão conta da magnitude de alguns dos projectos com os quais muitos países do continente procuraram uma vida melhor para seus cidadãos.

Como, por exemplo, a que mostra as escavações para a construção do novo porto de Buenos Aires, em 1880, ou a dos diques do porto de Valparaíso, em 1885, ou um caminho de ferro que penetravam, em 1895, nas selvas da Costa Rica.



Fonte: www.fotoclube.com