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     DANÇA

Street Dance - Momento É De Transição - De Onde Pra Onde?

Dentre os vários festivais nacionais e internacionais que participei este ano da banca julgadora, pude concluir que o momento é um só, o Street Dance está querendo mudar.

Modalidade forte e carro chefe em muitos festivais, os grupos de street vem procurando uma nova identidade, ou melhor, a sua própria identidade.

Coreógrafos estão em busca de um nome ímpar, uma superação de estilos, mas confundem diferenças técnicas com aberrações cênicas. Para criar um estilo próprio não necessita colocar um carro alegórico em palco, confundir figurino com fantasia e dobrar o pit da música até destorcer completamente a voz do cantor. Entre várias alternativas, vou dar uma dica simples: escolha e interpretação musical.

A pesquisa musical está diretamente ligada a qualidade de seus movimentos, e isto é para qualquer estilo. Se você escolheu uma música tecno, house, jungle, miami, não tem problema, mas saiba que as limitações coreográficas serão grandes. Primeiro por raramente terem variações de dinâmicas, na maioria das vezes são instrumentais e possuem um padrão contínuo. Segundo que as marcações "quadradas" requerem movimentos quadrados, onde seu trabalho vai tornar-se linear, antigo e quadrado. A tendência então é fugir para o aumento de velocidade. Neste ítem, você aproxima sua coreografia da ginástica aeróbica e se distancia da dança, perde mais ainda as qualidades do movimento pela velocidade quase inalcançável e separa a movimentação em dois tipos: linhas retas de movimentações fortes e rápidas de braços (quase sempre estáticos no lugar, e pior ainda, na maioria das vezes em fila - um sentado, um de joelho um de pé e outro em cima dos ombros do último) e quando param com as sinalizações de braços, acho que podemos expressar desta forma, resolvem mexer as pernas, desorientadas e pelo mesmo caminho que vão...elas voltam.

Quando resolvem juntar tudo, o braço vai para cima, para o lado, gira e abaixa (isso quando não bate palma em cima, desce nos ombros, cruzam pela frete do tronco - o que é isso? - voltam no ombro e abaixam), enquanto a perna fecha e abre no mesmo lugar. O nosso tronco neste caso, só serve para separar os braços e as pernas de lado. A sobrecarga de movimento é tanta que a música não possui tantos "barulhos" para acompanhar, então correm para o estúdio completar a música com barulhinhos ninja, bombas, tiroteios, palmas e gritos (para orientar o público que aquela é uma parte importante, normalmente na tradicional pirâmede), as vezes parecendo que existem movimentos obrigatórios. Aí fica a pergunta: será que a criatividade está pouca, ou todos pensaram no mesmo movimento e estrutura coreográfica na mesma hora em cidades tão distantes?

Enfim, o street dance está querendo mudar, mas para onde? Que direção estão procurando tomar? O que eu posso afirmar é que existem muitos profissionais capacitados e interados da dança mundial aqui no Brasil, principalmente do Street Dance. Buscar informações, cursos e contatos são boas altenrativas.


Fonte: Octavio Nassur - Jornal Dança Brasil