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     DANÇA

Por que é tão difícil pensar a dança contemporânea?

Marcela Benvegnu

Será mesmo essa a pergunta? Ela já vem carregada de características que podem influenciar na resposta: “difícil” e “pensar”. Difícil, porque? E será que pensamos a dança contemporânea? Esse “pensar” seria sinônimo de entender?

Enfim, a dança contemporânea está aí não só no cenário da dança brasileira, mas no cenário da dança mundial.

É importante encontrar a voz certa para falar sobre esse tema, pois somente com uma contextualização e propriedade que o assunto pode ficar mais claro para o repertório de possibilidades de entendimento de cada indivíduo. Pois cada um, entende o que lhe é apresentado de forma individual.

Antes sabíamos o nome dos ballet de repertório como “Giselle”, “O Lago dos Cisnes”, depois de um tempo passamos a saber o nome dos seus coreógrafos como Martha Graham, José Limon, Merce Cunningham, hoje na dança contemporânea mistura-se tudo, onde o mais importante é o movimento.

Como diz o coreógrafo Merce Cunnigham: “O movimento é movimento, nada mais importa do que ele próprio”.

Hoje não conseguimos identificar os porquês da dança contemporânea, o nascimento desse espetáculo já representa uma ruptura com os padrões estéticos anteriores, onde o corpo experimenta novas formas de movimentação não antes vivenciadas através da multiciplidade e da interdisciplinariedade das artes, que se entrelaçam em prol de um único resultado: A Dança.

A dança contemporânea não tem ainda resposta fechada para explicar quem “ela” realmente é, exatamente por estar acontecendo no hoje, no agora.

Podemos identificar características que compõem obras de dança contemporânea como estrutura não linear, trabalhos não narrativos, multiplicidade de significados, discursos, temáticas, processos e produtos, invenção como reestruturação, referência ao passado, presença da ironia e da paródia, mudanças na configuração do tempo e do espaço, velocidade de criação e informação, uso da tecnologia, descontinuidade, fragmentação e multiplicação de imagens, rejeição a narrativa única, liberdade de criação, nova estrutura de pensamento, sentimento e comportamento artístico e social, entre outras.

Os diferentes estilos convivem sem choques, as tendências se sucedem com rapidez, na dança contemporânea não há grupos ou movimentos unificados, só encontramos pluralismo e ecletismo.

Diante de tantas possibilidades salta aos olhos a dificuldade de criar parâmetros para dizer o que é a dança contemporânea, devemos apenas apoiar o movimento seja ele contemporâneo, pós-moderno, ou mesmo se caracterizar como dança e pronto! Logo: “A Arte não está aí para explicar algo, e sim para iluminar”. Martha Graham.


Para saber mais:
Sites de algumas companhias que fazem dança contemporânea no Brasil:

www.grupocorpo.com.br
www.quasarciadedanca.com.br
www.uol.com.br/baledacidade
www.roselirodrigues.com.br
www.novadanca.com.br
www.cisnenegro.com/



Fonte: Conexão Dança