:: institucional           :: projetos           :: serviços           :: sala de imprensa          :: parcerias          :: loja          :: contato     

CANAIS WOOZ

artigos
agenda cultural
artes visuais
cultura
cinema
dança
entrevistas
fotografia
internet
literatura
música
teatro
terceiro setor



Alberto Cataldi
Fernando Fogliano
Roseli Pereira
Valmir Junior



clique aqui e faça um cadastro para receber informações Wooz
     CULTURA

Desfiando a TEIA

O encontro entre a cultura e a economia solidária trará benefícios a longo prazo

A TEIA – Mostra de Cultura e Economia Solidária encerra suas atividades com saldo positivo. O evento aconteceu em São Paulo entre os dias 6 e 9 de abril, e consolidou o encontro entre o Programa Cultura Viva (Ministério da Cultura) e a Economia Solidária (Ministério do Trabalho e Emprego). Os projetos se organizaram em 40 estandes na Bienal para revelar a diversidade brasileira.

Os Pontos de Cultura promoveram mais de 100 espetáculos e 60 oficinas, além de mostras audiovisuais, exposições e debates. O espaço Preto-Ghóez, estrutura representativa da ação Agente Cultura Viva, incentivou e discutiu o protagonismo juvenil usando como linguagem o teatro, a dança, o hip-hop, a capoeira, o cinema e a poesia, entre outras manifestações culturais. Nos intervalos da programação, 11 djs se revezaram na mesa de som para não deixar ninguém parado. Destaca-se ainda a participação do Movimento dos Sem Terra na TEIA. No total, 250 militantes da área cultural produziram 6 palestras, 10 espetáculos de teatro e três de dança.

A economia solidária ocupou 60% dos estandes do evento. Nos 27 estados, 650 empreendimentos, entre organizações não-governamentais, cooperativas e redes de troca, trouxeram seus produtos à TEIA. “Temos muita cultura na economia solidária e muita economia solidária na cultura. Apenas precisamos incentivar a exploração disso. Outra sociedade está em construção. Isso é visível na Feira Solidária instalada na Bienal”, afirmou Paul Singer, Secretário nacional de Economia Solidária do MTE.


Diversidade

Segundo Walter Roberto Mauta, presidente da Rede Brasil de Produtores Culturais e organizador da TEIA, os encontros que a feira promoveu foram fundamentais para o seu sucesso. “Temos que louvar a possibilidade de reunir tanta diversidade, tantas etnias. Tivemos aqui mais de 10 comunidades indígenas. Na música, a pluralidade foi grande, do jazz ao canto, sem contar os tambores e o maracatu.” Mauta destacou ainda a importância das palestras do evento que aconteceram nos museus de Arte Contemporânea (MAC) e Moderna (MAM). As mesas contaram com personalidades de referência mundial, como a pesquisadora norte-americana Candace Slater e o ministro da cultura e cantor Gilberto Gil.

Os participantes do evento confirmam a contribuição da TEIA para a cena cultural brasileira. Márcio Belo, do Ponto de Cultura Tambores de Tocantins (TO), aprova o evento: “O encontro que acontece aqui é impressionante. Um estímulo a mais para os Pontos, uma oportunidade única de mostrar nosso trabalho, é um público muito especial”. Letícia Goldner, de Vila Velha (ES), integra a cooperativa de artesanato capixaba Movive, participante da feira de economia solidária, também celebra a TEIA. “Com certeza foi um evento muito legal. A troca de experiência entre cultura e economia solidária foi fundamental, serviu pra reunir os estados e falar sobre o que fazer com o nosso trabalho e como melhorar os nossos produtos. Tudo foi muito válido”, afirma a artesã.


A TEIA em números

Nos quatro dias de realização, a TEIA reuniu mais de 50 mil pessoas. Ao todo, mais de 1200 protagonistas dos Pontos de Cultura e 1300 expositores das redes de economia solidária representaram todos os estados brasileiros e quatro países latino-americanos. Foram servidas 6 mil refeições diárias, e 40 ônibus coordenaram o transporte local.

(Fábia Galvão)


Para mais informações clique aqui


www.cultura.gov.br