:: institucional           :: projetos           :: serviços           :: sala de imprensa          :: parcerias          :: loja          :: contato     

CANAIS WOOZ

artigos
agenda cultural
artes visuais
cultura
cinema
dança
entrevistas
fotografia
internet
literatura
música
teatro
terceiro setor



Fernando Fogliano
Roseli Pereira
Urariano Mota
Valmir Junior



clique aqui e faça um cadastro para receber informações Wooz
     ROSELI PEREIRA

Básico
Mistura de francês com americano dá em buffet


Por Roseli Pereira*

O serviço de buffet é aquele em que tudo e todos ficam à mesa, mas em mesas separadas. Isso mesmo. E o pior é que, dependendo do tamanho do salão, pode ser que você fique muito, mas muito longe mesmo da comida.

Na versão original, o buffet era uma mistura do serviço à francesa com o serviço americano, e certamente foi inventado por alguém metido a besta que decidiu economizar justamente no salário dos garçons. Nada e nem ninguém conseguiu mudar isso. Tanto que, até hoje, os convidados têm que enfrentar fila se quiserem chegar à mesa principal enquanto ainda houver uma mísera caloria sobre ela, servir o seu prato ou ser servido por um profissional, voltar para a própria mesa sem derrubar nada em ninguém, sentar-se e, finalmente, comer com todo o conforto, ainda que a comida já tenha esfriado.

Embora exija certa destreza e preparo físico da parte dos convidados, o serviço de buffet é o mais simples de todos. Especialmente para quem não se acostuma com as frescurinhas do francês e nem tem talentos de malabarista para enfrentar um americano. Para se sair bem, lembre-se apenas de que furar aquela fila hedionda é quase um ato de vandalismo, principalmente se houverem grávidas, crianças e idosos na sua frente. Para não passar fome e evitar dor de cabeça, forre o estômago antes de sair de casa.


Não perca, na próxima semana: "Comportamento civilizado durante as refeições IV - Uma pincelada sobre o ato de se alimentar."




* Roseli Pereira (quarenta e uns) é paulista, redatora publicitária e corinthiana (nesta ordem). Escreve desde sempre, mas só começou a desengavetar seus textos no dia em que descobriu a Internet. Dali em diante, foi ficando cada vez mais cara de pau e ganhou o papel. Atualmente, tem crônicas publicadas em 3 das 4 antologias dos Anjos de Prata e em alguns jornais do interior do Estado de São Paulo.