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     ROSELI PEREIRA

Básico
Se não quer valorizar, pelo menos não estrague tudo


Por Roseli Pereira*

Veja: valorizar o corpo não significa que você precisa esconder ou disfarçar coisíssima nenhuma. Basta, apenas, escolher modelos que combinem com as suas formas e que sejam do seu número.

E isso vale, também, para a lingerie. Muitas irão dizer, por exemplo, que calcinhas grandes são coisa pra mulher idosa, ou que não usam porque elas não são nada sexies. Pois bem. Será que existe algo mais brochante do que marca de calcinha que divide o bumbum e os quadris em seis partes distintas? Só mesmo se ela escorregar para o meio do bumbum e a mulher em questão ficar tentando resgatá-la disfarçadamente.

Se você quer aprender a fingir como se deve, desde o princípio, não corra este risco. Reserve seus biquinis e tanguinhas para usar entre quatro paredes, e por baixo da roupa sempre vista aquelas que não apertam, e que começam nas pernas e terminam na cintura. Se a roupa for do número certo, ninguém nem vai notar que você está usando calcinhas. Mais civilizado, confortável, elegante e sexy, impossível.

Ah! E têm também os soutiens. O soutien civilizado é aquele que sustenta sem apertar e que comporta os seios inteirinhos dentro do bojo, independentemente das proporções envolvidas. Nada sobrando, nada faltando. E lembre-se: alças transparentes não são alças invisíveis. Elas podem ficar muito bem debaixo de uma blusa transparente ou de tricô, por exemplo, mas usá-las com modelitos tomara-que-caia, de um ombro só ou de alcinha deveria ser considerado crime inanfiançável. Quem não tem peito pra vestir tais modelitos sem soutien, que se conforme.

Não perca, na próxima semana: "Finja que sabe se vestir civilizadamente IV - Sim, existe roupa certa para o trabalho."




* Roseli Pereira (quarenta e uns) é paulista, redatora publicitária e corinthiana (nesta ordem). Escreve desde sempre, mas só começou a desengavetar seus textos no dia em que descobriu a Internet. Dali em diante, foi ficando cada vez mais cara de pau e ganhou o papel. Atualmente, tem crônicas publicadas em 3 das 4 antologias dos Anjos de Prata e em alguns jornais do interior do Estado de São Paulo.