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     ROSELI PEREIRA

Básico
Finja que sabe se vestir civilizadamente


Por Roseli Pereira*

Estar na moda e saber se vestir são coisas bem diferentes, que podem se complementar ou conflitar uma com a outra, dependendo do equilíbrio entre autocrítica e amor próprio que existe em cada indivíduo.

Evidentemente, não posso e nem vou falar de moda aqui, até porque a moda tem o terrível hábito de mudar a cada estação e eu não tenho o menor fôlego físico ou financeiro para correr atrás dela. Mas, na qualidade de veterana na arte do fingimento, posso dar algumas dicas para quem pretende começar, agora, a fingir que sabe se vestir de modo civilizado.

Antes de qualquer coisa, é necessário que lancemos algumas luzes sobre o conceito de corpo.

Seja qual for a sua crença sobre a origem do ser humano, existem pelo menos dois pontos com os quais todos somos obrigados a concordar. O primeiro é que os humanos já vêm de fábrica em diversos modelos, contemplando tamanhos, cores e formatos diferentes para agradar a todos os gostos e preferências. O segundo é que, depois do surgimento do Homem na face da Terra, passaram-se milhões de anos até que alguém resolvesse inventar moda.

Posto isso fica claro que, seja do ponto de vista teológico, biológico, sociológico, histórico, hierárquico, de quem chegou primeiro ou de quem inventou quem, o corpo humano - em qualquer uma das suas variações - não está sob jurisdição da moda. Desta forma, a não ser por questões de saúde, você pode manter o seu corpo exatamente como ele é, a despeito do que as melhores publicações possam ter decretado neste mês. Assim como a moda, elas também cultivam o hábito de mudar de idéia a cada nova estação. Ou, às vezes, a cada nova edição.

Mas há um detalhe importantíssimo, que precisa ser observado com todo rigor: um corpo, tal como ele é, não pode ser considerado feio ou ridículo, mas pode estar sujeito a qualquer tipo de comentário maldoso quando se apresenta com aquelas deformações provocadas por roupas curtas demais ou apertadas demais, ainda que tais roupas estejam no auge da moda.

Não perca, na próxima semana: "Finja que sabe se vestir civilizadamente II - Evitando laranja e panetone."




* Roseli Pereira (quarenta e uns) é paulista, redatora publicitária e corinthiana (nesta ordem). Escreve desde sempre, mas só começou a desengavetar seus textos no dia em que descobriu a Internet. Dali em diante, foi ficando cada vez mais cara de pau e ganhou o papel. Atualmente, tem crônicas publicadas em 3 das 4 antologias dos Anjos de Prata e em alguns jornais do interior do Estado de São Paulo.