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     COLUNA POP-UP

03/06/05


Folk com brilho nos olhos


Por Alberto Cataldi*

divulgação Todos os jornais, revistas e sites do mundo falando do novo álbum do Oasis, "Don't Believe The Truth". Realmente, é muito bom. Mas você já deve estar cansando disso. Então, refugie-se na Pop-up. acalme esses ânimos e abra as janelas.

Vamos falar um pouco de folk-rock.

Bright Eyes. É uma banda? Mais ou menos. Na verdade, trata-se de Connor Oberst e mais qualquer pessoa que ele decidir convidar. O rapaz, de 24 anos, decidiu fazer músicas com aquele clima americano dos anos 60, com violões e letras-cabeça. A diferença é que ele é da era das franjinhas nos olhos e dos óculos quadrados. Resultado? Folk-rock-eletrônico. E é muito bom. O primeiro disco é de 98, mas foi só nos últimos três anos que seus discos começaram a deslanchar.
divulgação

O último lançamento do Bright Eyes é o álbum "I'm Wide Awake, It's Morning", deste ano. Não, espere... o último lançamento é "Digital Ash in a Digital Urn", deste ano... Na verdade Oberst fez os dois ousados lançamentos ao mesmo tempo. A fim de explorar ao máximo duas vertentes musicais, o Bright Eyes separou o acústico do eletrônico, resultando em duas obras não tão distantes uma da outra. Enquanto "I'm Wide Awake..." traz as baladas acústicas country modernas que sempre o inspiraram, "Digital Ash..." vem com baladas de batidas eletrônicas, teclados e efeitos.

divulgação
Ainda assim, os dois trabalhos têm grande unicidade. Falam do mundo moderno, da necessidade de se encontrar e dos jovens-adultos de nosso tempo, tudo em composições muito boas. Tem alguma melancolia, alguma ironia, alguma apatia e alguma alegria. A voz de Oberst é soberana em todas as músicas, mesmo com seu jeito contido de interpretar as canções (parece um Robert Smith menos afetado cantando Bob Dylan). No lado eletrônico, algumas faixas contam com a inspirada participação de Nick Zinner (do Yeah, Yeah, Yeahs). No acústico as aparições são de Emmylou Harris e Jim James, (do My Morning Jacket) em um country ideal.

Vá atras de Bright Eyes. Ligado na tomada, ou não. "Lua" e "We Are Nowhere and It's Now", são do acústico e duas das melhores. A digital "Gold Mine Gutted" não fica nem um pouco atrás. Indie sentimental para todos os gostos. Deu até vontade de acender uma fogueira, pegar o violão e chamar uns amigos.



Três acordes: Videoclipes para quem não vê tevê

*"Walking Shade", primeiro clipe do primeiro álbum solo de Billy Corgan, já está disponível na internet. Basta dar uma clicada aqui para entrar no site oficial do estranho rapaz e conferir. Ficou bem legal, e demonstra que Billy ficou realmente de vez na sua fase "Machina", do último álbum do Smashing Pumpkins. Em entrevista, o cantor admitiu que ainda acha disco solo uma coisa egocêntrica, e que só conseguiria tocar em uma banda se fosse o Pumpkins, pois, mesmo os integrantes se matando a cada álbum, o resultado final sempre compensava. Concordo.

Coldplay
*O primeiro clipe retirado do novo álbum do Coldplay, "X&Y" (aquele da capa enigmática) já pode ser visto na tevê e internet. Este link traz o vídeo e prepara o mundo para o lançamento oficial do disco, no próximo dia 6. ("U2, eu? Magina!")

*Os White Stripes já estão no Brasil, e o clipe de "Blue Orchid", na internet (mais precisamente neste link). O clipe - tão esquisito quanto o álbum e as roupas de Jack White - faz belo par à música. Os shows acontecem hoje (sexta) no Rio de Janeiro, amanhã em São Paulo, e prometem. A apresentação em Manaus teve direito a execução de "Seven Nation Army" no meio da platéia, além do anúncio do casamento relâmpago de Jack e a modelo Kate Elson, realizado por um pagé numa canoa em pleno encontro dos rios Negro e Solimões. (Também, pelo preço do ingresso...)

Agora sim, pode voltar a ler as resenhas sobre o Oasis.

Bright Eyes afina violões e programa computadores aqui, com MP3 para ouvir.
Billy Corgan se expressa e se confessa aqui.
Coldplay está sitiado aqui, mas precisa de cadastro para fazer quase tudo.
White Stripes divulgam informações aqui.






*Alberto Cataldi, 20 anos, é paulista, estudante e estagiário de jornalismo. Aprendeu a gostar de música com o U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido. Não gosta de fazer listas de coisas preferidas, porque sempre esquece alguma importante, e isso o deixa transtornado.