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     COLUNA POP-UP

Que desperdício!


Por Alberto Cataldi*

Dá até uma dorzinha no coração ao ouvir o novo álbum do Audioslave. E não é por causa de suas letras tristes e sua melodia inspirada. Aliás, o disco não tem nada disso. A melancolia aparece pois é triste perceber quanto talento é desperdiçado em cada uma das 12 faixas de "Out Of Exile", que chega às lojas dos Estados Unidos nesta semana.
divulgação A banda é formada por Chris Cornell nos vocais, Tom Morello na guitarra, Tim Commerford no baixo e Brad Wilk na bateria. O primeiro, cantou no finado Soundgarden antes de partir para o solo. Os outros, formavam o Rage Against The Machine ao lado de Zach De La Rocha. E é ai que está o grande problema. Todos eles já demonstraram muito mais qualidade em seus trabalhos anteriores. Invariavelmente. Certo que o trabalho solo de Cornell não tinha nada de fenomenal, mas carregava empenho e criatividade que começavam a serem explorados. Ao formar o Audioslave, o vocalista simplesmente largou a mão. Começou a fazer vocais mal-copiados do Robert Plant e abraçar as músicas fáceis e radiofônicas.

divulgação Não me entenda mal, o álbum deles não é de todo ruim. Mas músicas como "Be Yourself" não é para o cacife de Tom Morello. Basta ver como o guitarrista - que derrubou muros e preceitos musicais com seus riffs - executa as canções. É desanimador. Ouvindo "Out of Exile" uma coisa fica óbvia, alguns artistas preferem retroceder para fazer sucesso fácil. E isso é sempre uma pena.

E, que surpresa, a banda anunciou que vai tocar músicas do Soundgardem e do RATM em sua nova turnê. Não basta assassinar duas grandes bandas, agora vão dançar em cima de suas covas também.

Puxa, já é maldade. Isso simplesmente não se faz.

Não custa nada dizer, Rage Against The Machine é uma das bandas favoritas desta coluna e "The Battle of Los Angeles" deveria ser adotado como patrimônio cultural de valor inestimável.


Três acordes: Notinhas rápidas para alegrar todo mundo.

divulgação *Sabe o Stone Roses, aquela banda de Manchester que lançou um ótimo álbum homônimo em 89 misturando psicodelia e batidas dancantes, mas que acabou em 1996? Pois é, eles podem voltar. O guitarrista John Squire declarou que pretende reunir a formação original inteira. Isso se os ânimos entre ele e Ian Brown, o vocalista, acalmarem. A banda terminou justamente por "diferenças artísticas" (leia-se "briga feia") entre eles. Alguns fãs já se adiantaram e criaram uma petição na internet pedindo o retorno dos ingleses. Você pode fazer sua pequena parte por um mundo pop melhor clicando aqui.

*O show do White Stripes (oficialmente a banda mais mencionada nesta coluna) no Teatro Amazonas, em 1 de junho, será gravado pela MTV Brasil. Em termos esperançosos, isso quer dizer que a emissora poderá exibir a apresentação na íntegra em algum momento entre mês que vem e o fim dos tempos. Tudo dependerá da boa vontade do "canal brasileiro de música". É, entre aspas mesmo.

*O Bloc Party virá ao Brasil. Isso segundo boatos nos bastidores do Tim Festival. A negociação acontece já há algumas semanas, e estaria quase fechada. Lembre-se que, por enquanto, é só boato. Mas é quase certo que os shows internacionais do próximo semestre sejam confirmados em questão de semanas.

Eu vou ali, dar uma escutada no surpreendentemente bom novo disco do Oasis e já volto.

Tem Audioslave para ver aqui e para ouvir aqui, Stone Roses para conhecer aqui e Tim festival para saber mais aqui.







*Alberto Cataldi, 20 anos, é paulista, estudante e estagiário de jornalismo. Aprendeu a gostar de música com o U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido. Não gosta de fazer listas de coisas preferidas, porque sempre esquece alguma importante, e isso o deixa transtornado.