:: institucional           :: projetos           :: serviços           :: sala de imprensa          :: parcerias          :: loja          :: contato     

CANAIS WOOZ

artigos
agenda cultural
artes visuais
cultura
cinema
dança
entrevistas
fotografia
internet
literatura
música
teatro
terceiro setor



Alberto Cataldi
Eliana Caminada
Fernando Fogliano
Roseli Pereira
Valmir Junior



clique aqui e faça um cadastro para receber informações Wooz
     COLUNA POP-UP

02/03/06


POP-UP: De volta, com sangue novo


Por Alberto Cataldi*

Esta coluna volta a ser publicada como se nada tivesse acontecido... E qualquer mudança drástica que você encontre nela, bem, vamos fazer de conta que sempre foi assim. : )

Artic Monkeys Artic Monkeys, hein! O que é isso?... Quem são eles? São a nova onda da Inglaterra, a nova onda da Europa, e estão conquistando até os Estados Unidos. Pôxa, eles são a nova onda do mundo! Se você ainda não tinha ouvido falar deles, então eu fico feliz em ser o responsável em apresentar-lhes.

Eu já tinha escrito sobre a banda em uma daquelas colunas pré-históricas, comentando o lançamento do single "I Bet You Look Good on The Dance Floor". Já então, era das coisas mais legais lançadas em 2005. Mas para que a pressa? O álbum inteiro só chegou este ano: "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" e já é o disco britânico de estréia que mais vendeu em tão pouco tempo. Você me pergunta se vale a pena, eu digo "e como vale!".

Artic Monkeys Acho que o termo "novo-punk" nunca foi aplicado com tanta propriedade. Eles são jovens, eles são sujos (no som, pelo menos), são diretos e barulhentos, minha nossa, como são barulhentos. O cedê tem 12 faixas ligeiras (média de 3 minutos cada) de nomes sugestivos como "Fake Tales Of San Francisco", "Red Light Indicates Doors Are Secured" e, uma das melhores, "You Probably Couldn't See For The Lights But You Were Staring Straight At Me". Alex Turner - vocalista, guitarrista e compositor - diz que se inspira assim: pensa em um nome bem legal para a música e só depois faz a melodia e a letra. Pode? Pode, e como pode! É a melhor coisa desde Bloc Party, e olha que não faz nem um ano! Rocks como "Dancing Shoes", por exemplo, são simples e carregados de energia. É aquele sangue jovem que faz as pessoas lembrarem porque se espremem em casas pequenas para assistir quatro caras esmurrando seus instrumentos.

Artic Monkeys Eles acabaram de participar da premiação da revista britânica NME com um feito inédito: levaram os prêmios de melhor banda britânica e de melhor banda nova. A música "I Bet You Look..." também levou troféu de melhor single.

Por enquanto, nada do disco por aqui, o que não deve durar muito com selos como Slag, Trama e Vice atentos. Mas você pode ouvir o álbum inteiro de graça no bom e velho Myspace. Vai lá, que você não vai se arrepender. Eu já menti para você?


Três acordes: Por onde andei

Onde estava eu quando o mundo virava de cabeça pra baixo? Ora...

@ Decidindo qual foi o melhor disco lançado no ano passado. "Silent Alarm", do Bloc Party, claro. Eu já disse muito sobre ele aqui, mas, se alguém neste mundo ainda têm dúvidas, eu peço por favor que baixe todas as faixas da internet e escute. Os outros lançamentos foram "puxa!", só Bloc Party foi "caramba!".

@ Assistindo e me informando sobre os episódios da segunda temporada de LOST, que chegam ao Brasil em março pelo canal AXN (a cabo). O começo é muito bom, depois fica ótimo, mas do episódio 10 em diante... É, poderia ser melhor.

@ Indo no show da maior banda do mundo, U2, e aproveitando para assistir a competente e divertida abertura do Franz Ferdinand. Mais que um show, foi um megaevento, daqueles com gente bonita contratada para acenar da área VIP e luzes piscando. Bono é o showman, The Edge é a criatividade, Larry é a estrutura, Adam é o ritmo, e o volume é baixo. Mas tudo bem, que o telão gigantesco e os hits de ponta a ponta compensam qualquer coisa. Seja pela tevê ou ao vivo, U2 já nem parece mais uma banda de verdade. Parece algo que sempre esteve lá e a gente nem questiona mais.

E eu espero você na semana que vem, porque a Pop-up é o bumerangue musical que sempre volta.

Quer dar palpites, bater um papo, abrir seu coração, escreve aí, pô!





*Alberto Cataldi, 21 anos, é paulista e jornalista. Aprendeu a gostar de música com U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido.