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     COLUNA POP-UP

28/10/05


POP-UP: De volta ao batente


Por Alberto Cataldi*

"Cadê a minha Pop-up?" Calma aí, rapaziada. Crise de abstinência é fogo, mas vamos respeitar os cabelos do colunista que, com tanta coisa e tão pouco tempo, estão ficando brancos. O sumiço foi temporário, agora sua coluna favorita (eu espero) volta de vez. Tem até coisinhas novas.

O que? LOST já voltou a passar lá nos Estados Unidos? Eles abriram a escotilha? Tem alguém vivendo DENTRO da escotilha? E a porta da escotilha tem um grande aviso de "quarentena"? E, o pior, indicando que a quarentena é do lado de FORA!?... Acalme os ânimos, colega, que a temporada brasileira da série que mais faz roer unhas só começa em março do ano que vem.


Você foi?

O Tim Festival foi semana passada. E FOI mesmo. Tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, só coisa boa. Mas é uma média: algumas foram ruins, outras foram ótimas. Na média: coisa boa. Comento sobre São Paulo pois eu estava lá.

Mundo Livre S/A passou em branco, porque este colunista chegou atrasado ao local. Pelo que ouvi e li, foi uma apresentação competente, mas para uma platéia enxuta. Certamente não foi o único a ir sem muita pressa.

A bomba? M.I.A., que, eu já sabia, não era tudo isso. Tirando duas músicas com uma pegada de funk carioca, fica tudo na mesma. Ela e mais uma moça no palco gritando e cantando muito mal, acompanhadas por um DJ meio mambembe (como já diria minha namorada). Ela chegou no país com a fama de cantora mais animada do mundo (rótulo dos europeus), acabou encontrando uma platéia mais animada que ela. Não segurou a bola, o show esfriou. Fraco, fraco.

Arcade Fire Arcade Fire? A única a levar "cenário". Na verdade, uma faixa gigantesca vermelha com o nome da banda. Abriram competentes com "Wake Up", destacada pelo belo coral dos integrantes. A platéia se empolgou, se acotovelou, fez o "ô ô ô" junto. Mas ficou nisso. As músicas ainda não são tão famosas por aqui e o vocalista imita um bocado o Robert Smith, do The Cure. Isso não seria defeito se ao menos ele fizesse umas variações. Pontos pelos instrumentos legais, como bumbo, violino e acordeão. Cantaram "Aquarela do Brasil". No geral, uma apresentação muito gostosa de se ver e ouvir. Só. Desculpem aí, mas não foi a melhor apresentação da minha vida. Nota para o operador da mesa de som: o senhor é novo no ramo? Não sabe subir o botão de "Volume"?

Kings Of Leon poderiam mais. Os irmãos (e primo) tinham o repertório mais divertido da noite, isso por conta da sonoridade setentista com base country. Eles costumam sem mais energéticos no palco, mas não foi assim. O set list foi básico e certeiro, "Molly's Chambers", "King of Rodeo", "Red Morning Light", entre outras. Confesso que só não acabaram mais abaixo do Arcade Fire por conta dos riffs de guitarra inspiradíssimos de Matthew e Calleb. Valeu a vinda ao país.

Strokes width= A noite era deles desde as sete horas. E eles só subiram ao palco à meia-noite. Os Strokes não precisaram de muito para levantar a platéia: bastou abrir com "The End Has No End" (uma das menos animadas do segundo CD, "Room on Fire"). Depois disso, num show sem nenhum momento ruim, deu para ouvir "4:51", "Last Nite", New York City Cops", "Take It or Leav It", "Reptilia" e outras inéditas do futuro cedê (que sai em janeiro), com destaque para "Juicebox", o atual single. Deu para dançar, pular, gritar, rir das tentativas de Julian Casablancas de falar português e assistir um belo uso de iluminação de palco. Por mais blasés que eles possam parecer, o show é muito dinâmico e a relação palco-platéia não é quebrada em nenhum instante. Strokes, por si só, já justificava qualquer evento.

No final, nota 8 para o Tim Festival. Só pelo pioneirismo nos nomes, já merece os parabéns. Foi como assistir a um festival trazido direto da Europa. E é por essas e outras que Bloc Party tem que vir no ano que vem.


Você ouviu?

Artic Monkeys "I Bet You Look Good On The Dance Floor", do Artic Monkeys. Uma guitarrinha suja, uma bateria ligeira, um baixo para dançar. Fórmula simples, mas muito bem aplicada. Ganha ainda mais pontos pela letra simples e o vocal despreocupado (e carregado de sotaque) de Alex Turner. Procure pela internet, porque no site dos caras, ainda não está disponível.

E você está curtindo a Pop-up, única coluna que não se vende por um iPod só para falar bem do novo disco da Maria Rita. Aliás, poderia ter ficado muito melhor, hein moça? Regravar "A Minha Alma"? Eu nem sei do que reclamar primeiro...

E não perca tempo! Vai logo comprar seus ingressos para o Pearl Jam. Em São Paulo, os show serão nos dias 2 e 3 de dezembro, no enrolado Estádio do Pacaembú. Os preços vão de R$ 80 a R$ 150 (tsc, tsc, tsc). E tome cuidado, se comprar em qualquer ponto licenciado pela Ticketmaster, pela internet ou por telefone, tem que arcar com uma taxa extra de 20%. O preço de verdade mesmo só vale para quem comprar no Pacaembú. Vale ressaltar, a banda Mudhoney vai abrir os shows. Massa!

@ A coluna fica sem acordes essa semana. Vou colocar a casa em ordem e revirar minha pilha de Coisas Novas Pra Indicar. Semana que vem eu volto. "Olha lá, hein!". Mas, se não der, mando recado.


Links da semana:
Artic Monkeys
M.I.A.
Arcade fire
The Strokes





*Alberto Cataldi, 20 anos, é paulista, estudante e estagiário de jornalismo. Aprendeu a gostar de música com o U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido. Não gosta de fazer listas de coisas preferidas, porque sempre esquece alguma importante, e isso o deixa transtornado.