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     COLUNA POP-UP

09/09/05


Não é tudo isso


Por Alberto Cataldi*

Arcade Fire É o Tim Festival trazendo um montão de novidades (novas por aqui, pelo menos). Os ingressos começaram a ser vendidos quinta-feira. Vai ter no Rio (21, 22 e 23/10), São Paulo (23/10), Belo Horizonte e Porto Alegre (ambos no dia 25). Só a primeira vai ter a versão "Festival" de verdade. No restante, será um "Special Edition" com bandas selecionadas. Por Sampa passarão Strokes, M.I.A., Kings of Leon, Mundo Livre S/A e Arcade Fire, lá no Anhembi por 100 mangos. Pode parecer muito, mas pode acabar sendo pouco. E se eu digo corra, mas corra muito para comprar o seu, eu estou falando sério.

Aliás, eu já imaginava que os novatos do Arcade Fire iam pisar por aqui. Com tantos comentários e jornalistas apaixonados, como não viriam? Eu sabia pouco dos sujeitos e baixei algumas músicas para conhecer. Quer saber? Nada demais. Confesso que tive até dúvida em assumir. "Mas como? Todos dizem que é maravilhosa, a melhor banda do momento, de chorar, lindo!". Mas, de verdade? Não. Uma mistura: Weezer, Stone Roses, tantas mais.

As pessoas precisam aprender que ter coral e vocal chorado não classifica uma música como emocional. O Arcade Fire tem algumas como "Neighborhood #2"e "Wake Up" que são legais. Mas nada demais. Natural, com tantas bandas aparecendo, que todo mundo fique empolgado, dizendo e escrevendo que qualquer coisa acima da média é maravilhosa. Não é. E não tenha vergonha em reconhecer isso só porque todos andam se derretendo.

System Of a Down E, podem me apedrejar, digo o mesmo sobre o "System Of a Down". Eles lançaram recentemente o cedê "Mesmerize" - e em breve lançam a continuação "Hypnotize" - e sobraram comentários elogiosos, chamando inovadores, criativos, melódicos, pesados. Bah! Continuam sendo uma mistura do melhor do Sepultura com o pior do Metallica.

E não adianta vir com a história de "combater a política de George Bush" que, com essa lógica, até o Detonautas pode ser ótimo... E misturar música armênia com heavy metal pode até soar estranho, mas não é necessariamente bom. Aliás, é uma regra, nem tudo o que soa estranho é necessariamente bom.

E eu lembro quando saiu o "REload", do Metallica, todo mundo reclamou por ser "melódico demais"... O futuro nos reserva cada ironia, não?...


Três acordes: Shows lá fora

@ Você lembra dos flashmobs? Aquela mania de pessoas que organizavam uma reunião em algum lugar público, faziam um protesto rápido por alguma coisa estúpida e depois se dispersavam. Durou pouco, mas gerou filhotes. Uma empresa de telefonia européia está realizando uma série de "flasmob shows". É assim, a banda aprece em algum lugar público pré-determinado, toca por 40 minutos, mais ou menos, depois vai embora. Tudo de graça. Já participaram os Raveonettes e Kasabian. A próxima nos planos é a nova The Editors. Será que alguém banca uma dessa por aqui?

Gorillaz @ A banda Virtual Gorillaz, do real Damon Albarn, que fazer uma turnê virtual. Mais ou menos. Como os shows consistem na banda tocando ao vivo atrás de um telão onde são projetadas as imagens da banda de mentirinha, eles agora querem utilizar imagens 3D nas apresentações. Como a tecnlogia é complicada e cara, além de que eles pretendem que a turnê seja mundial, a coisa toda pode acontecer só em 2007. "Damon, não tem nada mais simples para fazer, não? Cadê o Blur, hein?!..."

@ O White Stripes arranjou um baixista. Mas foi só para poucos shows nos Estados Unidos. Claro que a característica mais legal deles é ser só guitarra-bateria, mas o contrabaixo foi bem-vindo por conta do baixista: Beck. Sim, o cara mais "cool" da música americana. A participação é justificada, afinal Jack White já havia participado das gravações de "Guero", último cedê de Beck. Gravações já vazaram para a internet com a apresentação do "trio".


Links da semana Você confere as informações do Tim Festival aqui.
O site do Arcade Fire é este.
O do SOAD é este aqui.

Semana que vem tem mais. E não se acanhe, não. Pode escrever, criticar, comentar. Tudo via e-mail.





*Alberto Cataldi, 20 anos, é paulista, estudante e estagiário de jornalismo. Aprendeu a gostar de música com o U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido. Não gosta de fazer listas de coisas preferidas, porque sempre esquece alguma importante, e isso o deixa transtornado.