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     COLUNA POP-UP

29/07/05


O difícil e o fácil


Por Alberto Cataldi* divulgação

Saiu o novo álbum do Los Hermanos. O novo álbum do Kaiser Chiefs chegou ao Brasil. Coisas boas, muito boas. Mas uma de cada vez.

O novo dos cariocas chama-se 4. Simples assim, mas só no nome. Talvez seja o trabalho com maior unicidade da banda. Sim, porque, pela primeira vez, o disco parece ter um objetivo. Vai além do estudo do samba, além das experimentações com músicas circenses... Há uma viagem clara, carregando o ouvinte por um misto de melancolia e esperança. As duas parecem até revezadas nas vozes de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, que dividem o álbum quase em 50% nas composições, mas diferem claramente na abordagem ao trabalho. Camelo canta primeiro para dentro, tirando de lá tudo o que precisa para, depois, expressar para fora o que realmente sente de cada palavra. Já Amarante faz o inverso, retira tudo do mundo que enxerga, canta o que vê, e leva tudo para dentro, interpretando com uma visão hora corriqueira, hora fantástica.

Vai causar estranheza nos fãs de longa data. Soa menos rock que o natural, mas também não é tão MPB quanto comentam por aí. É assim, meio jazz meio folk. Aliás, não custa comentar, seguindo esta idéia de trabalho conciso, o disco parece ser mesmo um disco. Sim, vinil, bolacha. Isso porque parece ter lado A e B, dividido claramente no meio, pela Faixa 7 "O Vento", que acorda as guitarras e abre as janelas de uma casa que estava, até então, repleta de saudosas fotos preto e branco.

No mais, era o próximo passo a ser dado. E um belo passo. Vai dar o que falar, graças a canções como "Incondicional", "Pois é", "Paquetá" e "Morena". Está aqui um álbum que, a exemplo de "Estudando o Pagode", de Tom Zé, fica como um dos nacionais mais difíceis de digerir deste ano. Paladar para poucos, que compensa cada mastigada. divulgação

Bem mais fácil de digerir é "Employment", cedê de estréia do Kaiser Chiefs. É uma dessas tantas bandas inglesas que surgiram nos últimos meses e devolveram ao país o orgulho de ter tradição no rock. Dizem por aí é que o K.C. é o Blur do século XXI. Certo, em termos. O bom humor e a despretensão das músicas realmente lembram a banda de Damon Albarn. Mas não é só isso.

Eles parecem a síntese de todos os jovens que não poderiam fazer mais nada da vida além de pegar suas guitarras e cantar qualquer coisa. As soluções para as músicas são simples, mas funcionais. Cada instrumento - incluindo a voz -se adaptam para cada momento e necessidade. Isso dá uma elasticidade tremenda para a banda, sem deixá-la, entretanto, irreconhecível a cada faixa. Pelo contrário, isso possibilitou uma série de hits instantâneos, aqueles hinos que surgem de tempos em tempos e fazem todo mundo cantar sem saber bem porquê. Conte aí "I Predict a Riot", "Na Na Na Na Naa" e "Everyday I Love You Less and Less", três das favoritas desta coluna.

Ao Lado de Franz Ferdinand, Kasabian e Bloc Party, Kaiser Chiefs assina o atestado de rejuvenecimento do rock britânico. E dessa vez ele não se apóia apenas no brit pop, mas em uma série de referências que pode dar vida longa às invenções do novo pop inglês.


Três acordes: Agenda pop

@ Amanhã é sábado. Você pode ligar a televisão e assistir aos calouros do Raul Gil, ao Alexandre Pires no Calderão do Huck ou sintonizar na TV Cultura para ver a primeira parte do Festival Eurockeenes. Acompanhado in loco com exclusividade pelo sempre-simpático Cunha Jr. (do Metrópolis) o programa vai exibir tudo quanto é tendência musical do momento: The Killers, Queens Of The Stone Age, Interpol, Bloc Party, Tom Zé, e mais um monte. Todo mundo que importa e pisou no palco de Belford, na França, vai dar uma palhinha. Imperdível, é amanhã às 16h00, com reprise durante a semana que vem em vários horários. Para se programar, confira no site.

divulgação @ Aproveite o domingo e vá ao cinema conferir Sin City, adaptação definitiva da obra definitiva de Frank Miller. É violento, é viceral, é noir, é estiloso. Tudo o que você precisa ver para saber como se leva uma história em quadrinhos para o cinema. Com direção de Robert Rodriguez e do próprio Miller, tem no elenco Bruce Willis, Clive Owen, Mickey Rourke, Benicio Del Toro, Jessica Alba... enfim, não dá para descrever tudo. Foi tão bem adaptado que eles nem usaram roteiro, mas traduziram quadro a quadro tudo o que tinha na HQ. Vale muito a pena.

@ Essa é para daqui algum tempo. Mais precisamente outubro. Vai ser o mês do Strokes no Brasil. A banda divulgou as datas da turnê sul americana. Eles estarão no dia 21 de outubro no Museu de Arte Moderna do Rio (no Tim Festival), dia 23 de outubro no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo e dia 25 no Gigantinho, em Porto Alegre. O Baterista Fábio Moretti disse que a banda não pretende tocar músicas de seu futuro álbum, atualmente em pós-produção, nos shows. Mas, sinceramente? Pelo menos uma ou duas palhinhas devem rolar...

Os sites do que esteve na coluna desta semana estão aqui.
Los Hermanos
Kaiser Chiefs
Sin City
Strokes

Apreciem sem moderação, até mais.





*Alberto Cataldi, 20 anos, é paulista, estudante e estagiário de jornalismo. Aprendeu a gostar de música com o U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido. Não gosta de fazer listas de coisas preferidas, porque sempre esquece alguma importante, e isso o deixa transtornado.