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     COLUNA POP-UP

24/06/05


Pra que letra?


Por Alberto Cataldi*

O Hurtmold é uma banda nacional que tem vantagem para fazer sucesso no exterior: Eles não cantam em português. Na verdade, não cantam em língua alguma. Mas dizer que esta é a principal razão para chamar atenção fora do país seria desatenção. Fato é que o eles são uma das melhores bandas instrumentais do momento.

E se você é do tempo em que canção sem letra era sinônimo de Joe Satriani, pode perder o trauma, pois melhorou um bocado de lá pra cá.

divulgação O Hurtmold tem que encarar o rótulo de "pós-rock" que a mídia tem insistido em distribuir para uma dúzia de grupos e cantores que gostam de fazer uma boa mistura musical. Mais do que qualquer definição, o Hurtmold trabalha com sonoridade. Isso mesmo, sonoridade. Sem muitos conceitos, trabalheira ou confusão. Colocar o cedê "Mestro" para tocar por alguns minutos é ser levado por uma viagem experimental, mas sem qualquer compromisso de virtuosismo. É instrumental no sentido mais simples da coisa, mas sem deixar de ser cuidadoso e bem trabalhado. É por isso que eles foram convidados para tocar no festival espanhol Sónar deste ano e estão fazendo uma mini-turnê na Europa. Procure por "Chuva Negra" (que tem uns efeitos vocais) e "Música Política para Maradona Cantar".

divulgação E como falar de bandas sem microfones sem citar o Tortoise? É deles um dos cedês favoritos desta coluna, "TNT", de 1998. Talvez o auge das experiências musicais dos anos 90 (sem contar "Ok Computer", do Radiohead). Claro, pois, se preocupações com mensagens e discursos não são necessárias, o que sobra é trabalhar para que o resultado soe mais diferente e bem elaborado a cada faixa. Isso o álbum faz muito bem. Da western "I Set My Face to the Hillside", passando pela jingada "A Simple Way to Go Faster" até a ambiental "Four-day Interval", nenhuma música é parecida com outra, ainda assim o resultado é extremamente coeso e não há um momento ruim.

Corra atrás dessas bandas, que sempre vale a pena. Quer outra vantagem? Não precisa saber a letra para cantar junto nos shows!

Eu sei que estou atrasado, mas já foi ver "Batman Begins"? Porque, como fã declarado deste ícone pop que já assistiu, digo que é o melhor filme do morcegão. E, porque não, uma das melhores histórias já contadas com o personagem. Certo que o bigode do Liam Neeson distrai um pouco, e a mania de Katie "Dawson's Creek" Holmes de apertar o lábio irrita. Mas é um filme razoavelmente adulto, e até a dá medo em alguns momentos. Em suma, não perca. E que venha o Coringa!


Três acordes: Oitentismos

divulgação @ Tive a oportunidade de finalmente assistir a uma apresentação do Jumbo Elektro, nova banda intergaláctica pra lá de oitentista. O álbum deles, "Freak To Meet You - The Very Best Of Jumbo Elektro" já é bom por natureza, ao vivo, então, nem se fala. Performáticos, irreverentes, interativos, estranhos... É um show cheio de adjetivos, todos bons. Dá pra rir, dançar, cantar junto, pular e vaiar a banda. Muito legal, entra para o top "melhores apresentações ao vivo atuais de bandas nacionais", ao lado do Gram. Você pode encontrar os MP3 no TramaVirtual, clicando no link da tradicional lista ao fim desta coluna.

divulgação @ Falando em apresentações, finalmente ouvi as duas novas músicas do Los Hermanos, "Pois é" e "O Vento", que eles já vinham executando ao vivo. A primeira, cantada por Marcelo Camelo, tem cara de rock europeu, com direito a guitarras rasgando e variações (sim, variações!) de andamento. A segunda, de Rodrigo Amarante, é certamente uma das coisas mais anos 80 produzidas este ano no Brasil. Com direito a batidas curtas e refrão que lembra abertura de novela da Globo. Muito boas, deixa uma baita dúvida, "como será que vai ficar o cedê novo inteiro?". Dizem que vai sair em setembro.

@ Digam o que quiserem, mas foi corajosa a atitude de Gabriel, O Pensador em lançar um novo rap sampleado sobre o hit "Pais e Filhos", do Legião Urbana. "Palavras Repetidas" e sem-criatividade, rala e completamente desnecessária nesse mundo hip-hop pós-Marcelo D2, mas a coragem de deixar milhares (porque não, milhões) de fãs da Legião cuspindo dentes de raiva por desmontar a original mostra algum empenho. Tomara que, da próxima vez, o resultado final fique bom. Seriam dois pontos a favor.

That's all folks! Sexta-feira que vem, tudo novo de novo.

Abaixo, os costumeiros links da semana:

Instrumetal nacional do Hurtmold aqui
Pós-rock experimental do Tortoise neste link
Jumbo Elektro neste site com músicas neste outro
Atualizações sobre Los Hermanos aqui






*Alberto Cataldi, 20 anos, é paulista, estudante e estagiário de jornalismo. Aprendeu a gostar de música com o U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido. Não gosta de fazer listas de coisas preferidas, porque sempre esquece alguma importante, e isso o deixa transtornado.