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     COLUNA POP-UP

17/06/05


Live 8 ou 80


Por Alberto Cataldi*

Mais alguém aí assiste à série "LOST"? Porque, pelo menos há um mês, eu não consigo pensar em outra coisa. Aquelas pessoas perdidas naquela ilha, cheia de coisas estranhas acontecendo... De monstros gigantes à ursos polares. Passa no canal a cabo AXN, toda Segunda às 10h (com reprise nos domingos às 8h). Não duvido que logo estréie no SBT. Provavelmente traduzido como "LOST - Perdidos numa Ilha". Antes isso do que nada.

Mas a Pop-up é mais música. Então vamos falar de novidade. Mais ou menos.

divulgação Pode ser o maior sinal de que o revival dos anos 80 está mesmo na moda. O Live Aid voltou! "É de comer?" Mas é claro que não! Foi um showzão realizado em 1985 para arrecadar fundos e atenção para acabar com a fome na Etiópia. Tudo organizado por Bob Geldof - cantor da grande "I Don't Like Mondays" - e contou com apresentações de U2, Elvis Costello, Sting, David Bowie, Queen... enfim, todo mundo que sabia tocar guitarra e já tinha vendido mais de um milhão de elepês. Havia até música tema, "Do They Know It's Christmas?". Caso não se lembre dessa, certamente recorda de sua irmão americana, "We Are The World", gravada pela versão norte-americana do evento. divulgação

20 anos depois, aqui estamos. O show volta com o nome Live 8, pois acontece próximo à reunião dos oito países mais ricos do mundo (G8) e quer chamar a atenção de seus líderes. A causa agora é a pobreza na África e, se der tempo, no resto do mundo. Ah é claro, também tem a vantagem de "Aid" rimar "eight", simples assim.

Desta vez não será um show comum, mas um mega-evento. No dia 2 de julho acontecerão oito apresentações diferentes em oito (numerologia pura) cidades do mundo: Londres, Filadélfia, Berlim, Roma, Paris, Toronto, Tóquio e Johanesburgo. Serão concertos gratuitos de ingressos limitados com o top do pop. U2, REM, Coldplay, Paul McCartney, Brian Wilson, Pink Floyd, The Cure, Keane, Madonna, Muse... E haja vírgulas!

O primeiro teve um simbolismo bacana, aconteceu em meio à desilusão socialista e resgatava as vibrações dos festivais que não aconteciam desde os anos 60. E agora? Parece só uma tentativa de fazer o maior concerto de todos os tempos. Fica claro que alguns se juntaram à manada na tentativa de revigorar suas carreiras, outros acreditam na causa, outra parte vai de carona para aproveitar o elenco estelar, e o restante, realmente sensato, vai porque gosta de tocar, toca em qualquer parte e por qualquer razão.

Daqui alguns dias não vai se falar em outra coisa. O mundo vai parar para ver e comentar as apresentações no Live 8 e ouvir um e outro discurso inspirado das estrelas da música. Mas é triste imaginar que a maioria desse pessoal só se reuna pensando na auto-promoção. Pelo menos neste ponto o Rock In Rio é mais honesto, é a música pela música. Mas é só nisso, mesmo.

Puxa, mas que esses shows vão ser massa, isso vão.

O Pink Floyd vai até se reunir na formação clássica. Isso mesmo, o birrento Roger Waters voltará a tocar com David Gilmour e seus colegas para marcar o evento e, quem sabe, um retorno definitivo à banda. Finalmente e versão do grupo para "Confortably Numb" voltará a ganhar o vocal decente do original.


Três acordes: As capas do momento

divulgação :: O Foo Fighters, banda famosa dos Estados Unidos que dispensa explicações entre vírgulas, colocou capa, músicas, fotos e o diabo a quatro do novo cedê deles online. O álbum acabou de chegar nas lojas e é duplo, um só de acústicas e um só de elétricas. Tudo indica que ficou bem melhor que "One By One", o anterior. E, digam que sou implicante, mas essa capa parece mais de algum cedê do Cake. Até esta coluna ser fechada, duas músicas estava disponíveis neste link. "In Your Honor" e "No Way Back" deixam bem claro: Dave Grohl ficará permanentemente afônico por volta do quinto show da próxima turnê.


Billy Corgan
:: Toda semana sai algo novo sobre o trabalho solo do Billy Corgan. Pra não ficar repetitivo, vou dizer apenas cinco coisas: Todas. Músicas. Aqui. Capa. Esquisito.



cd Coldplay :: Descobriram o que significa o símbolo estranho na capa do "X&Y", do Coldplay. No encarte explica tudo... Trata-se de um código telegráfico do século 19. Utilizando ele, dá para traduzir o que o símbolo da capa significa: X e Y... Então tá... Na parte de trás há ainda outro código, "Faça o mercado justo" ("Make Trade Fair"), numa referência à ONG que a banda apóia. A idéia seria muito original, não fosse o Interpol ter feito exatamente a mesma coisa no "Antics", do ano passado, só que com o bom e velho código Morse.
E pela última vez, eu não tenho nada contra o Coldplay! Gostei do cedê novo deles. Mas que coisa...


O show do ano, lançamentos e bafafás nos links abaixo:

Live 8
Foo fighters
Billy Corgan
Coldplay





*Alberto Cataldi, 20 anos, é paulista, estudante e estagiário de jornalismo. Aprendeu a gostar de música com o U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido. Não gosta de fazer listas de coisas preferidas, porque sempre esquece alguma importante, e isso o deixa transtornado.