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     COLUNA POP-UP

Novidades de ontem


Por Alberto Cataldi*

Você realmente acha que não há nada de novo na música faz tempo? Bem, então escute melhor, porque não há nada de novo já faz um bom tempo. Mas isso não é desculpa para não dar atenção a essas bandinhas que soam copiadas e que estão transformando o pop-rock numa verdadeira tsunami. Afinal de contas, os Rolling Stones nada mais eram do que uma cópia européia do Chuck Berry, e o Led Zeppelin, bem... uma cópia de toda a música negra americana restante. Não adianta tapar as orelhas, caro leitor, elas ainda vão invadir seus ouvidos e tomar de assalto seu subconsciente. Por isso, aqui estão meus três acordes: músicas de hoje que parecem de ontem e que você precisa ouvir.

divulgação

Smille Like You Mean It, do The Killers - Eles são novos, mas não parecem. Têm sonoridade de coisa velha, usam instrumentos velhos, cantam sobre temas velhos. Bem, não tanto assim. Velhos lá dos anos 80, mas afinal, lá se vão 20 anos. Neste hit de seu primeiro CD, Hot Fuss, a banda mostra o seu potencial. Mais do que um cover de Duran Duran, os caras sabem trabalhar cada elemento. Do teclado à voz tudo está ali, exageradamente enfeitado e deliciosamente contagiante. Batam os pés enquanto cantam o refrão, amigos e amigas, essa só sai da sua cabeça com uma cirurgia no lóbulo parietal.

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Evil, do Interpol - A solução de três problemas da música atual: 1- Sentimos falta do Joy Division; 2 - Não existe mais rock complicado de fazer e gostoso de ouvir; 3 - Precisamos de gente mais elegante no palco. Esta banda de Nova York chamou atenção no seu álbum de estréia, Turn On The Bright Lights. Lançam agora o segundo, Antics, e oficializam: sabem fazer música. Composições complicadas, mas sem exagero. Conteúdo malicioso, mas filosófico. Tudo embrulhado num ar melancólico e urgente. E, é claro, o mais bem-composto figurino que o pop tem a oferecer. "Hey, esse vocalista não canta como o falecido Ian Curtis?". Aumente o volume: é complicado de pegar na primeira, mas depois desce redondo e fica na ponta da língua o resto do dia. Evil é imperdEvil.

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Darts of Pleasure, do Franz Ferdinand - Onde diabos você esteve nos últimos meses? Numa caverna?! Em todo o caso, ainda dá pra recuperar o tempo perdido. Com esta música você vai conhecer um pouco do creme da melhor banda de rock dos últimos cinco ou seis meses. Pode ser que não dure muito mais que isso, mas quem se importa? Eles conseguem fazer o new wave soar genuinamente new. Dá pra bater o pé, cantar e até ensaiar uns passinhos solitários. Tá certo que tudo parece um pouco falso, mas o resultado compensa. Não se envergonhe em cantar alto no trânsito, é a nova mania nas capitais do país. Só tome cuidado nos agudos.

Ah, nada disso é novo de verdade pra você? Acha que os artistas laqueados da época eram bons de verdade? Então vá comprar o novo DVD dos heróis da década perdida: 100.000.000 Bon Jovi Fans Can't Be Wrong. Não podem, é? Bem, eu discordo. Do fundo do coração, eu discordo.


Você encontra mais sobre:
The Killers deste lado
Interpol por aqui
Joy Division e Ian Curtis aqui
Franz Ferdinand acolá




*Alberto Cataldi, 20 anos, é paulista, estudante e estagiário de jornalismo. Aprendeu a gostar de música com o U2, de cinema com De Volta Para o Futuro e de literatura com quadrinhos do Batman. Escreve na Wooz sobre música e cultura pop, e acha isso muito divertido. Não gosta de fazer listas de coisas preferidas, porque sempre esquece alguma importante, e isso o deixa transtornado.