:: institucional           :: projetos           :: serviços           :: sala de imprensa          :: parcerias          :: loja          :: contato     

CANAIS WOOZ

artigos
agenda cultural
artes visuais
cultura
cinema
dança
entrevistas
fotografia
internet
literatura
música
teatro
terceiro setor



Alberto Cataldi
Fernando Fogliano
Roseli Pereira
Valmir Junior



clique aqui e faça um cadastro para receber informações Wooz
     CINEMA

CINEMA NO RIO 2006

22 de julho a 22 de agosto de 2005
Rio São Francisco - Minas Gerais - Bahia - Brasil


Terceira edição do projeto tem roteiro ampliado e chega ao estado da Bahia

Para uma boa parte da população que mora em grandes centros urbanos, o cinema é algo comum, entretenimento acessível a qualquer tempo e lugar. Mas para muitos outros, o contato com a magia da grande tela é fato raro e muitas vezes único. É este público ainda intocado pela sétima arte que inspira mais uma vez o projeto Cinema no Rio. Em sua terceira edição, o Cinema no Rio 2006 será realizado entre os dias 22 de julho a 22 de agosto, em municípios dos estados da Bahia e de Minas Gerais.

A bordo do barco Luminar, essa expedição cinematográfica, vai descer o Velho Chico, com um roteiro ainda mais extenso do que os apresentados nos anos de 2004 e 2005. Ao todo, serão 26 localidades às margens do Rio São Francisco a receber uma diversificada programação, sendo 13 no estado de Minas Gerais e 13 na Bahia. Sete dessas cidades irão receber novamente o projeto, Pirapora (MG), São Francisco (MG), Pedras de Maria da Cruz (MG), Januária (MG), Itacarambi (MG), Manga (MG) e Mathias Cardoso (MG). As demais, Buritizeiro (MG), Barra do Guacuí (MG), Ibiaí (MG), Ponto Chique (MG), São Romão (MG), Cachoeira do Manteiga (MG), Barra da Parateca (BA), Angico (BA), Carinhanha (BA), Malhada (BA), Gameleira da Lapa (BA), Sítio do Mato (BA), Bom Jesus da Lapa (BA), Paratinga (BA), Ibotirama (BA), Morpará (BA), Barra (BA), Ibiraba (BA)e Xique-Xique (BA), serão contempladas pela primeira vez.

"Desde a primeira edição do Cinema no Rio, em 2004, a minha intenção era promover esse extenso roteiro. Vamos levar sessões de cinema gratuitas e em praças públicas não só nas cidades ribeirinhas em Minas, mas também da Bahia. Nosso próximo passo será percorrer o trecho navegável e não navegável do São Francisco - de Pirapora até a sua foz", alegra-se com a realização, o coordenador e idealizador do projeto, Inácio Neves.

Ainda segundo Neves, o objetivo do projeto é difundir a linguagem cinematográfica, em especial a produção brasileira, para um público formado, em sua grande maioria, por pessoas que nunca entraram em uma sala de cinema, contribuindo, assim, para a democratização do acesso aos bens audiovisuais. Além disso, o projeto revaloriza a experiência cultural coletiva e abre caminhos para a criação de novos públicos. "O projeto faz chegar o cinema a populações carentes, privilegiando cidades que não têm cinema e cujos habitantes, na maioria, estão acostumados a assistir filmes americanos na televisão. Então, essas pessoas tornam-se público-alvo do projeto", define.

Com duas edições realizadas (2004 e 2005) o Cinema no Rio já beneficiou cerca de 55.000 pessoas. Para este ano a expectativa é de atingir um público de 100.000 pessoas. "O diferencial do Cinema no Rio é que ele não ocorre em grandes centros e sim em regiões onde não existem salas de exibição."A visada então é mais que uma democratização cultural é também uma democratização social. Além disso, o projeto não tira nada da cidade, pelo contrário, ele leva. Contratamos mão-de-obra local e até mesmo um pipoqueiro para animar as noites de exibição, com distribuição de pipoca gratuita. Tudo isso, mesmo que seja temporário, é uma forma de gerar emprego e renda locais, além do entretenimento", pontua Inácio Neves. Para a programação de 2006 foram selecionados 11 títulos por meio de uma curadoria realizada pelo idealizador e coordenador, Inácio Neves, e pelo diretor de cinema, Helvécio Marins. As projeções serão compostas por cinco curtas, e seis longas-metragens. As exibições acontecerão em plataforma 35 mm e DVD.

Em cada município, será exibido também um vídeo micro-documentário, totalmente gravado e editado nos locais de exibição por uma equipe de profissionais. Cada comunidade que faz parte do roteiro do Cinema no Rio terá a oportunidade de se ver na tela. No dia da projeção, uma equipe de vídeo com um câmera e um produtor, passará o dia registrando em vídeo digital os depoimentos dos moradores e imagens dos locais mais conhecidos. À noite, antes da exibição do filme será projetado o resultado deste trabalho. A idéia é propiciar ao público a oportunidade de expressar seu ponto de vista. Todo este trabalho agregará valores regionais às sessões de cinema, dando a cada sessão um caráter singular. A intenção é que futuramente todos os vídeos resultem em um documentário e sejam exibidos em emissoras de televisão educativa e universitária.


"Velho Chico"

O Rio São Francisco, carinhosamente apelidado de "Velho Chico" foi escolhido como cenário da aventura cultural promovida pelo Cinema no Rio. O rio foi descoberto no dia 4 de outubro de 1501 - dia de São Francisco de Assis - pelos navegadores Américo Vespúcio e Gaspar Lemos. O rio deságua no Oceano Atlântico, entre os estados de Sergipe e Alagoas, depois de percorrer aproximadamente 2.700 km em direção norte e exclusivamente em território brasileiro. O São Francisco nasce na Serra da Canastra, no município mineiro de São Roque de Minas e banha cinco estados brasileiros - Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Mas sua Bacia alcança também Goiás e o Distrito Federal.

A área total da bacia é de 634 mil km2, dividida em quatro trechos: Alto São Francisco, Médio São Francisco, Submédio São Francisco e Baixo São Francisco. A área de realização do Cinema do Rio 2005 é a Médio São Francisco. A Bacia do São Francisco abrange 504 de municípios, ou 9% do total de municípios do país. Desse total, 48,2% estão na Bahia, 36,8% em Minas Gerais, 10,9% em Pernambuco, 2,2% em Alagoas, 1,2% em Sergipe, 0,5% em Goiás e 0,2% no Distrito Federal. Cerca de 13 milhões de pessoas, de acordo com o Censo do IBGE/2000, habitam a área da Bacia do rio.

As principais utilidades do São Francisco são a geração de energia elétrica, irrigação, abastecimentos urbano e industrial, navegação, pescas profissional e esportiva, extração de pedras preciosas, e, infelizmente, como dejeto de esgotos industrial e urbano. Estão instaladas na bacia do São Francisco as hidrelétricas e Cajuru, Conselheiro Mata, Gafanhoto, Pandeiros, Paraúna, Rio das Pedras, Três Marias, Sobradinho, Itaparica, Moxotó, Paulo Afonso e Xingó. Cerca de 1/4 da área represada por barragens de hidrelétricas no Brasil localiza-se na bacia do São Francisco. Ao acumularem água durante a estação chuvosa, estas represas alteraram grandemente a vazão normal do rio e de seus tributários.

O rio possui 36 afluentes de porte significativo, dos quais apenas 19 são perenes. Os principais afluentes estão na margem esquerda: rios Abaeté, Paracatu, Urucuia, Carinhanha, Corrente e Grande. Na margem direita encontram-se os rios Pará, Paraopeba, das Velhas e Verde Grande. Os principais afluentes estão no estado de Minas Gerais que fornece cerca de 70% da água do rio, num percurso aproximado de 700 km, com área de drenagem de 243.000 km2 o que corresponde a 41% da área do estado.


*Fonte de pesquisa www.sfrancisco.bio.br. Projeto de pesquisa "Bases para restauração e conservação da pesca no alto-médio São Francisco", financiado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (subprograma de Ciências Ambientais) do CNPq.


Para mais informações acesse o site: www.cinemanorio.com.br