:: institucional           :: projetos           :: serviços           :: sala de imprensa          :: parcerias          :: loja          :: contato     

CANAIS WOOZ

artigos
agenda cultural
artes visuais
cultura
cinema
dança
entrevistas
fotografia
internet
literatura
música
teatro
terceiro setor



Alberto Cataldi
Eliana Caminada
Fernando Fogliano
Roseli Pereira
Valmir Junior



clique aqui e faça um cadastro para receber informações Wooz
     Cinema

Rapidinha com 4 minis


Valmir Junior*

O Segredo de Brokeback Mountain

Já esperado para ganhar o Oscar de Melhor Filme, mas ultrapassado por "Crash", o filme "O Segredo de Brokeback Mountain" tem tudo para liderar o ranking dos mais-mais de 2006: belíssimo, destituído de melodrama, de uma sensibilidade apurada e, obviamente, alavancado por uma história simples, como todas as histórias de amor. Ganhou três estatuetas: Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado (Larry McMurtry e Diana Ossana) e Melhor Trilha Sonora (Gustavo Santaolalla). O romance entre os caubóis Ennis del Mar (Heath Ledger) e Jack Twist (Jake Gylenhaal) é muito bem delineado pelo diretor Ang Lee, que prima pelo ritmo concentrado em desnudar as personagens e, paradoxalmente, avança rapidamente durante as vidas dos dois, retratando mais de 20 anos de relação. O fala-fala em torno do tema "homossexualidade" fica em segundo plano comparado ao amor conturbado dos caubóis, na verdade, arquétipo das histórias de amor. Jack quer a vida a dois e Ennis tem medo do preconceito. Forte, angustiante, denso e dá no que pensar: primoroso.


Sra. Henderson Apresenta

A viúva Laura Henderson (Judi Dench) decide fazer alguma coisa com a dinheirama que tem no período pós-viuvez. Decide abrir um teatro no West End, na Londres pré-II Guerra Mundial. Na parceria com o diretor teatral Vivian Van Damm (Bob Hoskins), a Sra. Henderson entra num embate com o mesmo, decidindo o futuro artístico do local. O teatro Windmill começa com peças non-stop e depois triunfa com a nudez nos palcos, voltada aos soldados na já eclodida guerra e, posteriormente, transformando o teatro numa espécie de abrigo antibombas. O roteiro peca na relação entre Laura e Vivian, desenvolvida superficialmente, e na sub-trama dispensável da bonita atriz que se apaixona por um soldado, inspirada num caso real da época. De resto, o filme é uma comédia boa, com o toque peculiar e irônico do humor britânico e vale o ingresso pela divertidíssima e soberba Judi Dench.


Cry Wolf - O Jogo da Mentira

Se não tivéssemos assistido a "Pânico", a trilogia, e todos as posteriores imitações do gênero terror adolescente, talvez este filme soasse mais interessante. Mas num filme que aposta na mesma fórmula de sempre, assim como as comédias românticas, somente se salva uma coisa: a integridade do espectador, que não consegue adentrar na atmosfera do filme e sai ileso, provavelmente xingando a mãe do diretor. Neste aqui, o ambiente é uma universidade, os alunos são aquele primor de clichê (um é legal, outro é estranho, outro é sabichão e etc.), o professor é o Jon Bon Jovi (sem comentários) e um assassino mata uma garota. Eis que os espertos alunos decidem inventar uma mentira, através do tal jogo (que não pretendo descrever), envolvendo o assassino e - voilá! - as mortes inventadas começam realmente a acontecer! Ah, vale dizer que o final é a nossa conhecida reviravolta. Como eu assisti ao filme já ciente do que estava por vir, consegui me divertir e me assustar, mas, é claro, possivelmente influenciado pelos acordes da trilha sonora, destinados a nos arrancar os tímpanos. Pra quem conseguir engolir mais um desses e relaxar: vale pela diversão. Mas prefira outro filme.


O Prazer é Todo Meu

Seguindo a regra de que todo filme francês deve falar sobre coisas débeis, este aqui não se deixa enganar. É isso mesmo. Em "O Prazer é Todo Meu", a cronista Louise (Marie Gillain) tem um apetite sexual voraz. Ela sempre consegue orgasmos, no caso, com o namorado do momento, François (Julien Boisselier). Horrorizada com a falta de prazer da irmã, Félicie (Garance Clavel), Louise decide ajudá-la, mas eis que o problema se inverte. A irmã passa a ter noites incríveis com o marido, enquanto, da noite para o dia, ela perde o apetite sexual. E é aí que se instala o conflito: ela afasta o namorado, vai mal no emprego e apela para diversas soluções, desde as mais esotéricas até as mais não muito ortodoxas. Um filme despretensioso, que assume essa aura e que, por isso mesmo, se torna divertido e prazeroso. Sem grandes contorcionismos visuais e com interpretações charmosas, o filme da diretora Isabelle Broué conquista. Ponto para ela. Mas antes de se aventurar no cinema, exorcize o seu preconceito contra filmes franceses primeiro.



*Valmir Junior
"Paulista, 23 anos, virginiano e doido por chocolate. Esse é Valmir Junior, um ator amador (ou amador ator?), fã de teatro (claro), filmes, exposições e outros assuntos relacionados à Arte (além de ser um bom garfo também). É a primeira vez que resenha para um site e dá medo nele, mas o desafio já foi aceito, então: "Merda!!!" (Não levem a mal! É "Boa Sorte" no Teatro)."