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     ARTES VISUAIS

Design Gráfico

O designer gráfico passa a existir como profissão a partir de meados do século XX e ao longo dos séculos as três funções básicas das artes gráficas não sofreram grandes alterações. Ela ainda identifica: diz o que ou de onde veio determinada coisa (letreiros de hotéis, marcas de construtores, logotipos de empresas, rótulos de embalagens); informa e instrui: indica a relação de uma coisa com outra quanto à direção, posição e escala (mapas, diagramas, sinais de direção); apresenta e promove: prende a atenção e fazer com que sua mensagem seja entendida pelo seu público alvo (pôsteres, anúncios plublicitários). O designer gráfico hoje é parte da cultura e da economia dos países industrializados.

No final do século XIX, a chegada da litografia possibilitou aos artistas a impressão de grandes áreas uniformes, a utilização de cores e o desenho de suas próprias letras, esse controle de impressão, segundo Richard Hollis (2001), foi o começo do designer gráfico. Durante as décadas de 20 e 30, a fotografia foi um novo desafio enfrentado pelos designers.

A primeira Guerra Mundial estabelece a importância do design visual, onde diagramas, ilustrações e legendas informam e instruem. Propagandas, anúncios públicos e a convocação de cidadãos para participar do esforço de guerra, eram feitos através de pôsteres como hoje é feito pelo radio e TV. Esses pôsteres marcaram o desenvolvimento do design gráfico em países como a França, Grã-Bretanha, Itália, Império Austro-Húngaro, Alemanha, Rússia e depois Estados Unidos. A própria guerra propiciou o aparecimento de muitos elementos caracteristicos do design gráfico, já que os militares necessitavam de um sistema de signos para organizar e identificar suas equipes e seus suprimentos, insígnias regimentais para distinguir as tropas, símbolos para identificar unidades e divisões do exército.

Nos anos 30, os diretores de arte nos Estados Unidos instituiram o designer gráfico, especialmente na publicidade e no layout de revistas e na década seguinte, os designers consolidam sua função dentro das companhias e nas comunicações comerciais entre as corporações e seus clientes.

O design gráfico nos anos 60 começa a perceber os efeitos provocados pelas mudanças técnicas, é visto como uma solução para os problemas de comunicação e era apresentado ao público nos veículos de comunicação de massa como sinônimo de bom gosto e modernidade. O desenvolvimento de novas tecnologias, a moda e a sociedade contribuiram para as mudanças de estilo do design gráfico, apesar de nesse período as novas tecnologias não terem alterado significativamente o trabalho do designer que continuava trabalhando em papel e não na tela do computador, que teve sua utilização difundida na década de 80. A década de 60 marcou também o início da atuação do designer em novos meios como a televisão e o vídeo e cresce o seu trabalho na divulgação da cultura e dos serviços públicos.

Nos anos 70 e 80, as possibilidades do computador eram exploradas por uma nova geração de designers. Wolfgang Weingart foi um designer tipográfico que influenciou outros profissionais, com suas fotocomposições distorcidas e espichadas, fundindo imagem e palavra através do processo de reprodução. Em 1970 o design gráfico já faz parte do mundo dos negócios, todas as empresas e organizações, independente de seu tamanho sentiram necessidade de ter um logotipo, de construir uma "imagem" sólida e reconhecida. Os designers ficaram responsáveis em criar imagens que identificassem o produto ou a empresa, imagens reconhecíveis e grande parte do design gráfico foi incorporado ao marketing, à midia ou à indústria do entretenimento.

No Brasil, segundo Silvio Barreto Campello em um artigo para o site raiox.com, a profissão surgiu no Brasil, quando os cursos de design se proliferaram na reforma universitária realizada pelo então ministro Jarbas Passarinho. A meta do governo militar na década de 1970 era a ampliação maciça de vagas nas universidades e implementou uma reforma onde foram criados novos cursos e novas vagas foram oferecidas. Entre esses cursos estavam desenho industrial e programação visual, novos profissionais chegavam ao mercado sem ninguém saber claramente quais eram suas verdadeiras funções. Ele ainda acrescenta
"(...) a prática do design é antes de tudo uma atividade de mediação. Uma mediação em diversos níveis: entre um abstrato e o concreto; uma idéia e a forma; entre o produtor e quem consome; entre produtor e produto. Essa natureza mediadora é acima de tudo um processo extremamente versátil, a ponto de haver quem diga que 'design é tudo'."


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Texto retirado da Monografia:
Design Gráfico e o Terceiro Setor: A Construção de Projetos Sociais/Culturais
Autor: Nilza Lopes