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     ARTES VISUAIS
26ª Bienal de Artes de São Paulo

Valmir Junior*

Segue então o ponto-de-vista de um leigo em Artes Plásticas que decidiu traduzir em palavras tanta coisa desta Bienal. Vamos à resenha.

O primeiro andar do Pavilhão é recheado de instalações. Diria eu que é o andar das Instalações, que são grandes e de alta apreciação do público, onde se situa o fusca pendurado que gira de hora em hora, comentado tanto em jornais e na televisão. Atenção para o realejo da carioca Rosana Palazyan e retire a sua sorte. Mesmo assim, algumas obras passam ao largo do entendimento dos visitantes.

O segundo andar é o andar de belas e curiosas fotografias que levam à reflexão e instalações diversas, como o avião de vime repleto de tesouras e aquela em que existe muito milho no chão e um confessionário no meio. São obras mais sensoriais, voltadas mais à conexão da imagem com o som do que no primeiro andar, a não ser pelas fotografias. Nesse andar, começam as vídeo-instalações.

No terceiro andar, muito óleo sobre tela e carvão sobre tela, que permeiam a parte situada perto da rampa. Logo depois, começam as numerosas vídeos-instalações, onde vemos curtas-metragens diversos que vão desde experimentos com objetos (e um peixe), a circuncisão de um artista (difícil de assistir), a saga de uma cabeça de escultura e outros. Destaque para a instalação de sete telões que projetam uma história grande de andança que culmina em sete ângulos simultâneos de um mesmo acidente.

No quarto andar, pinturas, instalações inusitadas e mais grandes painéis. Destaque para a perspectiva do Pavilhão da Bienal, desenhada na parede, em que as linhas são compostas por números, para a ponte de muletas e para o ateliê de um artista dividido ao meio para a passagem do público. Então, segue a minha dica: visitem a Bienal em duas partes (dois andares num dia e dois em outro, por exemplo), pois é muito grande e se torna cansativa (e existem poucos lugares para se descansar). Mas visitem. É uma experiência sensorial divertida e prazerosa e, o que é melhor, acessível, pois é grátis. Grande presente para a cidade de São Paulo.


26ª Bienal de Artes de São Paulo - Realização: Fundação Bienal de São Paulo. Curador: Alfons Hug. Onde: Fundação Bienal de São Paulo (ou Pavilhão Ciccillo Matarazzo ou ainda Pavilhão da Bienal), Parque do Ibirapuera, portão 3, na frente do Detran-SP e do lado da Oca. Até: 19 de Dezembro. Horário: De 2a a 5a, das 9h às 22h. 6a, Sábado, Domingo e feriados, das 9h às 23h. Ingresso: Gratuito.



*Valmir Junior
"Paulista, 23 anos, virginiano e doido por chocolate. Esse é Valmir Junior, um ator amador (ou amador ator?), fã de teatro (claro), filmes, exposições e outros assuntos relacionados à Arte (além de ser um bom garfo também). É a primeira vez que resenha para um site e dá medo nele, mas o desafio já foi aceito, então: "Merda!!!" (Não levem a mal! É "Boa Sorte" no Teatro)."