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     TERCEIRO SETOR

Projeto da APAE SP leva oficinas de arte para Biblioteca Braille em São Paulo

Por Lisandra Maioli O (PIPA) vai repetir no próximo dia 26 de outubro experiências de oficinas inclusivas na Biblioteca Braile do Centro Cultural de São Paulo (CCSP). As oficinas gratuitas, parte do Projeto Arte Inclui da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, abrangem quatro áreas: artes, música, teatro e corporal.

As oficinas oferecidas pela Apae SP na Biblioteca Braille do CCSP é uma reprodução do que já vem acontecendo na própria Associação, como explica a coordenadora do PIPA, Josiane Masson. "A princípio, para esse trabalho, foram selecionadas e adaptadas algumas histórias que servem de base para as oficinas. São trabalhadas música, danças, interpretação e criações de personagens que reproduzem cada história. No final, todos participantes reconstroem e apresentam juntos a história, conforme o que foi produzido nas oficinas", elucida a coordenadora.

Ela destaca ainda a importância desse tipo de trabalho "sair" do âmbito institucional para ambientes públicos como tem acontecido com o Arte Inclui: "É importante para a inclusão que o portador de deficiência e sua família saiba que pode freqüentar espaços culturais públicos como o CCSP, entre outros", afirma. "A Arte é por si só uma forma de inclusão eficiente por ser um canal múltiplo de expressão e espontaneidade, uma linguagem comum que facilita a integração, sem regras e lúdica", completa.

O material produzido pela oficina de artes fará parte de uma "caixa sensorial" que fará parte do acervo da biblioteca. "Assim, as crianças que tiverem contato com a história que foi recriada nas oficinas, poderá também senti-la, tocá-la", explica Josiane.


PIPA

O PIPA, iniciado em março deste ano, é um espaço cultural de inclusão mantido pela APAE-SP onde pessoas com e sem deficiência participam juntos diversas atividades artísticas: "para mostrar que é possível a inclusão social trabalhando com a diversidade, uma maneira de sensibilizar pela mudança de mudança de olhar".

Outra característica do projeto, segundo Josiane, é "levar informações sobre o que acontece fora e não fique apenas no espaço cultural da APAE-SP", explica. "Por isso aceitamos na hora levar o PIPA para o CCSP quando fomos convidados pela Secretaria", completa.

Para a coordenadora, o PIPA deve ser um espaço transitório e não permanente, assim como a APAE. Dentro dessa filosofia, criaram também o PIPA itinerante em que o projeto é levado para bairros onde os moradores dificilmente teriam acesso à Associação, como é o caso de Parelheiros e Socorro.

Faz parte ainda do Projeto os Sábados Culturais que acontecem no primeiro fim de semana de cada mês em que são apresentadas shows e espetáculos com o objetivo de integrar tanto deficientes como não deficientes além de consolidar famílias.


Evento lança fabricação da primeira máquina de braille produzida no Brasil

No último dia dia 11 de outubro aconteceu a Noite Braille Brasil, que lançou oficialmente a fabricação da máquina braille 100% nacional, projeto realizado pela Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual, que estará disponível a um valor cerca de 50% mais baixo em relação à importada.

A Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual é responsável pelo projeto de fabricação da primeira máquina braille no Brasil. O equipamento é fundamental para a inclusão social de 1,5 milhão de deficientes visuais, uma vez que possibilita sua alfabetização, educação e preparação para o mercado de trabalho.

A idéia surgiu em 1997, quando o empresário Victor Siaulys - fundador da Laramara - soube que o equipamento norte-americano, que custa US$ 685 nos Estados Unidos, era vendido no Brasil por cerca de R$ 4.500,00, em uma época em que as duas moedas tinham seus valores equiparados.

A partir daí, iniciou-se um longo processo, com treinamento de funcionários na fábrica nos Estados Unidos, parcerias com o Senai, Fiesp, Alcoa e Laboratórios Aché e um investimento de cerca de US$25 mil.

O estabelecimento da fábrica de máquinas braille no Brasil, primeira da América Latina, contou com uma área de 500m2 nas dependências da Laramara, no bairro de Campos Elíseos, centro de São Paulo. Foram necessárias diversas visitas de especialistas estrangeiros para assegurar a qualidade dos exemplares montados em solo brasileiro, já que a máquina é constituída de 756 peças, das quais 354 totalmente diferentes.

O processo agora se encontra na reta final. Nesse mês, finalmente, 100% das peças que compõem a máquina passam a ser fabricadas no Brasil. A proposta do projeto é que, com o início da fabricação nacional, a máquina braille passe a custar algo entre R$1.000,00 e R$1.500,00. O equipamento deve ser apresentado mundialmente no próximo Congresso Mundial de Oftalmologia, que será realizado em 2006


Fonte: www.setor3.com.br